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Vereadores deixam sessão e votação para a mesa diretora deve ficar para quinta-feira 

Os sete vereadores que teriam integrado uma chapa liderada pelo vereador Bruno Cunha deixaram o plenário dizendo que a direção da Casa alegou que o registro da candidatura da chapa deles teria sido feita poucos minutos fora do prazo

04/12/2018 - 16h37 - Atualizada em: 04/12/2018 - 16h52

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Jean
Por Jean Laurindo
(Foto: )

Após uma tarde de conversas e discussões na Câmara de Vereadores de Blumenau, sete vereadores que montaram uma chapa para concorrer à Mesa Diretora não retornaram ao plenário após o intervalo da sessão ordinária para as inscrições das chapas e prometeram participar da votação apenas na quinta-feira.

A votação estava prevista para esta terça-feira. Na abertura da sessão o presidente Almir Vieira interrompeu a sessão por meia hora para a definição das chapas. Período em que os vereadores gastaram as dobradiças das portas dos gabinetes entre conversas para compor duas chapas.

Os sete vereadores que teriam integrado uma chapa liderada pelo vereador Bruno Cunha deixaram o plenário dizendo que a direção da Casa alegou que o registro da candidatura da chapa deles teria sido feita poucos minutos fora do prazo. Com a saída dos sete, não haveria o quórum mínimo de oito vereadores para abrir a votação de mesa diretora. Vereadores do outro grupo, liderado pelo presidente Almir Vieira, também conversavam nos gabinetes depois que a sessão foi interrompida.

Tarde de polêmica nos bastidores e ânimos exaltados

Nos últimos dias, à medida em que o grupo de apoiadores de Almir Vieira ganhou força, a candidatura de Alexandre Matias perdeu fôlego. Na segunda-feira, o vereador Bruno Cunha publicou nas redes sociais a ideia de propor uma chapa de terceira via. Nesta terça, a aliança acabou atraindo Matias como apoiador e Bruno transformou-se no adversário direto de Almir.

Até minutos antes da sessão começar e durante o intervalo de meia hora anunciado pela presidência era possível ver Bruno correndo e conversando pelos corredores, em busca dos últimos apoios. Um último voto que pudesse empatar a disputa - e garantindo, nas contas do vereador, vitória pelo desempate com base nos votos dos membros da mesa.

A vaga de vice, inclusive com promessa de acordo para uma espécie de mandato conjunto, para presidir por um ano cada um, teria sido oferecida a Sylvio Zimmermann (PSDB) pouco antes da sessão. O voto do vereador tucano foi o principal objeto de desejo do grupo de Bruno, que tentava tirá-lo da lista de votos a Almir. Em uma tarde de gastar as dobradiças das portas dos gabinetes de tanto entra e sai, foi Sylvio quem permaneceu mais tempo nas salas. Adriano Pereira (PT) e Zeca Bombeiro (SD) também chegaram a ser sondados para o cargo de vice de Bruno para deixar o bloco de apoio a Almir.

Depois de o presidente convocar o reinício da sessão, os vereadores voltaram a se reunir de forma reservada, na sala da diretoria legislativa.

Até as 16h30min, a tendência era de que a votação ficaria mesmo para a quinta-feira.

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