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Vida nova: programa inovador reabilita cardiopatas

Projeto inédito entre universidade e hospital mira qualidade de vida do paciente e é realizado em universidade desde 2018 por equipe interdisciplinar  

03/10/2019 - 14h08

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Vida nova: programa inovador reabilita cardiopatas
(Foto: )

Vida nova para quem um dia já foi afetado por doenças do coração. Um trabalho inédito e inovador está sendo desenvolvido pelo Projeto de Reabilitação Cardiovascular e Metabólica da Universidade da Região de Joinville (Univille), realizado em parceria com o Centro de Cardiologia Biodinâmica do Hospital Hans Dieter Schmidt. O objetivo: melhorar a qualidade de vida do paciente.

A equipe do projeto, coordenado pela professora Carla Werlang Coelho, é interdisciplinar e envolve professores e estudantes dos cursos de Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina e Psicologia, além de uma professora do programa de Pós-Graduação em Saúde e Meio Ambiente, uma estudante de Nutrição e o médico do Programa de Cardiologia do Hospital, Marcelo Saraiva Araujo, que é mestrando em Saúde e Meio Ambiente na Univille. O coordenador do Programa de Cardiologia no Hospital Hans Dieter Schmidt é o médico Conrado Roberto Hoffmann Filho.

— Todos os integrantes atuam tendo o paciente em recuperação no centro do processo e com proposta de trabalho interprofissional e colaborativa, oportunizando uma formação diferenciada com essa prática— destaca a professora.  — O trabalho tem sido um sucesso, pois há intensa troca de informações sobre os pacientes e seus tratamentos, bem como discussão com a equipe de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas do Ambulatório de Reabilitação sobre o tratamento e evolução — complementa.

No campus

A parceria com o hospital nesta iniciativa acontece desde setembro de 2018. Depois de o cardiopata passar pela reabilitação hospitalar nas fases 1 e 2, ele é encaminhado para a fase 3, que ocorre dentro da Academia Univille. Segundo a professora Carla Werlang Coelho, o ambiente na Universidade possibilita uma melhora do estado fisiológico dos pacientes por meio de exercícios físicos e acompanhamento da equipe. Em média, a cada dois meses, são atendidos 18 pacientes pelo projeto.

O que é inédito em Joinville são as fases 2 e 3 da reabilitação, com entrada em fluxo contínuo, ou seja, o paciente completa 20 sessões na fase 2 do Hospital e é encaminhado para mais 24 sessões na fase 3, na Academia Univille.

A fase 2 da reabilitação acontece no Ambulatório de Reabilitação Cardiovascular dentro do Hospital Regional, que, em média, atende 36 pacientes a cada um mês e meio. A demanda de cardiopatas para a reabilitação é crescente. A fila de espera para iniciar a reabilitação gira em torno de 100 pacientes.

Resultados

— Os resultados da fase 3 são muito positivos e podem ser percebidos na melhora da saúde e qualidade de vida dos participantes. A satisfação e alegria de todos (profissionais, estudantes e pacientes), transparece na face de cada um e na melhora dos indicadores fisiológicos dos cardiopatas — comemora a coordenadora do projeto.

Edgard Schwtzmann, um dos pacientes beneficiados, conta que decidiu manter as atividades na academia da Univille depois da fase 3 e hoje leva a outros pacientes o otimismo e a esperança que ganhou durante o programa.

— Alguns chegavam tristes, desanimados. Hoje aqui na academia ‘é um viveiro de passarinhos’. O ambiente melhorou 100% — relata.

— A cada grupo que passa pela fase 3 realizada na academia da Univille, percebo o quanto a reabilitação é importante, pois há uma melhora significativa na qualidade de vida dos cardiopatas. Todos os pacientes utilizam diversos medicamentos e eu, como acadêmica de farmácia, busco auxiliá-los e orientá-los sobre temas como indicações e efeitos adversos, armazenamento e descarte de medicamentos, para que o tratamento seja feito de maneira mais efetiva — enfatiza a acadêmica de Farmácia da Univille, Maria Augusta Schramm do Nascimento.

Até mesmo uma cartilha foi desenvolvida para que os pacientes nesta fase possam conhecer e entender como é a alimentação saudável para cardiopatas e usar as informações em seu benefício. É um guia rápido, que dá para levar no bolso, com orientações alimentares e ferramentas para ajudar a seguir uma dieta equilibrada.

Após a fase 3, explica a professora Carla, o cardiopata é considerado reabilitado e necessita continuar um programa de exercícios para manter e/ou melhorar o condicionamento físico geral. Assim, esses pacientes terão um relatório de encaminhamento para a continuidade do programa de exercícios, sob orientação de profissionais de Educação Física e/ou Fisioterapeutas, nos locais mais próximos de suas residências. Ou na própria Academia Univille.

Vida nova: programa inovador reabilita cardiopatas
(Foto: )

Pioneirismo

Segundo o médico do Programa de Cardiologia do Hospital, Marcelo Saraiva Araujo, a reabilitação cardiometabólica não é novidade na cardiologia, no exterior, principalmente na Europa e EUA.

— Os programas de reabilitação estão em aperfeiçomento há várias décadas. Mas no Brasil podemos dizer que estamos apenas engatinhado, com alguns serviços em hospitais públicos e particulares —

Em Santa Catarina, o serviço pioneiro no SUS funciona no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina, em São José, na Grande Florianópolis. Apenas no ano passado o segundo serviço a atender pacientes do SUS foi aberto, no Hospital Regional, em Joinville.

— Os resultados são bem documentados na literatura médica, demonstrando que a reabilitação cardiometabólica é capaz de ajudar na prevenção de novos eventos com infarto do miocárdico e assim reduzir reinternações — finaliza.

Conheça mais sobre as ações da Univille acessando o site da instituição.

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