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    VÍDEO: única ciclovia do leste da Ilha está com a vegetação tomando conta

    Reportagem pedalou do Rio Tavares até a Barra da Lagoa para mostrar as dificuldades que os ciclistas encontram na região

    26/04/2018 - 11h10 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h16

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    Por Redação NSC
    Manutenção da ciclovia da Osni Ortiga está a com a manutenção atrasada
    Manutenção da ciclovia da Osni Ortiga está a com a manutenção atrasada
    (Foto: )

    Se concentram no leste da Ilha praias famosas de Florianópolis, como a Barra da Lagoa, a Mole e a Joaquina, além, é claro, da Lagoa da Conceição. E toda essa região é contemplada com apenas uma ciclovia de 2,8 quilômetros de extensão numa única rua, a Vereador Osni Ortiga. Para piorar, com manutenção a desejar, a vegetação está tomando conta da ciclovia que ficou pronta em 2016.

    Foram sete anos de lutas e bicicletadas por parte dos moradores do Porto da Lagoa, que criaram o movimento "Ciclovia na Lagoa Já". A obra começou em 2013 e se arrastou, ficando parada por um longo período. Hoje esse movimento pede uma ciclovia na Avenida das Rendeiras.

    A reportagem da Hora de Santa Catarina pedalou desde o Rio Tavares, em frente ao campo do Cruz de Malta, até a praia da Barra da Lagoa para mostrar a falta de estrutura que os ciclistas encontram.

    Em seguida chega a ciclovia, que oferece segurança, já que é separada da pista. No entanto, ela é pavimentada com paver, uma espécie de lajota que dificulta um pouco o pedal. Além disso, o mato está tomando conta.

    — A ciclovia que fizeram na Osni Ortiga não liga nada a nada. Ou seja, ela sai da Lagoa da Conceição, das Rendeiras e vem até a entrada do Canto da Lagoa, mas de lá em diante não tem ciclovia — destacou o jornalista e ciclista Anselmo Döll.

    — Ela precisa ser continuada porque logo ali na frente termina e aí fica bem perigoso, porque além de não ter calçada, você tem que disputar a rua com os carros. Infelizmente Floripa precisa melhorar bastante as ciclovias — opina a ciclista e doula Ione Cruz.

    Vegetação toma conta da ciclovia da Osni Ortiga
    Vegetação toma conta da ciclovia da Osni Ortiga
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    Trecho termina em mansão

    Pouco antes da esquina com a Avenida das Rendeiras, a ciclovia simplesmente termina – de frente para uma mansão. É um trecho com a calçada muito estreita e perigoso até para os pedestres, já que por causa dos postes no meio do passeio, têm que caminhar pela pista de rolamento.

    A Rendeiras é uma avenida de lajota e sem ciclovia ou acostamento. Lá os carros andam mais devagar, o que dá uma certa segurança ao ciclista. O trecho das dunas é um pouco mais complicado, já que a areia pode fazer a bicicleta derrapar. Existe um projeto de ciclovia para a avenida.

    A subida da Rodovia Jornalista Manoel de Menezes, que leva até a praias Mole e Barra, é o ponto mais difícil do percurso, pois há uma subida de 98 metros. É uma estrada sem acostamento e com asfalto em boas condições, o que favorece a alta velocidade dos veículos. Por isso, poucos ciclistas se arriscam pela via.

    Na Barra da Lagoa, as ruas são estreitas, mas a velocidade dos carros é menor. Muitos moradores utilizam a bicicleta para pequenos deslocamentos. Mesmo assim, não estão livres de acidentes. Natural do Peru, o garçom Javier Quijaite já foi atropelado em um final de semana. Por isso, diz que aos sábados e domingos só anda a pé.

    — Os condutores se acham dono da pista. Eu passei por um atropelamento pela noite. Parti a cara. Então eu só me limito a andar de bicicleta não muito perto da rua. Eu tenho bastante cuidado. Só acontece no fim de semana que os caras estão bêbados demais. Nos outros dias é como você está vendo, pode transitar com tranquilidade.

    Reportagem já pedalou por outras ciclovias de Florianópolis. Relembre:

    - Chegar ao Campeche pelas ciclovias do SUL da Ilha é um desafio cheio de armadilhas

    - Crateras, lixo e desrespeito: como estão as ciclovias do NORTE da Ilha

    Descida do Morro da Praia Mole tem carros em alta velocidade, mas não há acostamento
    Descida do Morro da Praia Mole tem carros em alta velocidade, mas não há acostamento
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    O que diz a prefeitura

    Sobre a falta de manutenção na ciclovia da Osni Ortiga, a Fundação Municipal do Meio Ambiente informou que irá reforçar o pedido para a Comcap, que está com a incumbência de fazer a roçagem no local. Em relação à falta de ciclovias no leste da Ilha, a prefeitura adianta que está realizando estudos para avaliar a viabilidade de execução do projeto de revitalização da Avenida das Rendeiras. Confira trechos da nota encaminhada à reportagem:

    A Prefeitura de Florianópolis e o governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional (SDR) - Grande Florianópolis, assinaram convênio em 30 de setembro de 2015 para a execução das obras do primeiro trecho da revitalização da Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, no valor de R$ 945.926,77, cabendo à SDR o repasse de R$ 662.148,74 e, à administração municipal, a contrapartida de R$ 283.778,03. Assim, nos 420 metros iniciais dos cerca de dois quilômetros desta importante via pública, no sentido ponte - Joaquina, seriam feitos ciclovias e passeios dos dois lados, bem como a troca do pavimento de lajota para paver.

    A prefeitura chegou a entregar a ordem de serviço para a execução das obras à empresa Pavicon Ltda. Em 26 de novembro do mesmo ano, e, logo em seguida, a SDR foi extinta, tendo sido o convênio transferido para a Secretaria de Estado da Infraestrutura. Mas o convênio e contrato com a empreiteira expiraram por decurso de prazo sem que as obras fossem feitas. Isto, devido aos fatos do governo do Estado não ter efetuado seus repasses de recursos e da prefeitura não dispor de condições financeiras para arcar sozinha com o investimento.

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