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Pílulas Mortais

Vigilância em Saúde alerta para riscos de consumir medicamentos de origem desconhecida

Segundo endocrinologista, não existe milagre no tratamento para a obesidade

23/09/2019 - 13h12 - Atualizada em: 23/09/2019 - 15h43

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Por Redação NSC
Conforme a endocrinologista Marisa Coral, a obesidade é uma doença crônica e medicamentos de origem desconhecida podem levar a morte
Conforme a endocrinologista Marisa Coral, a obesidade é uma doença crônica e medicamentos de origem desconhecida podem levar a morte
(Foto: )

A autenticidade de remédios divulgados na internet pode ser confirmada no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com a diretora da Diretoria de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Raquel Bittencourt. O assunto ganhou relevância especial após a série de reportagens Pílulas Mortais da NSC TV. Conforme a endocrinologista Marisa Coral, a obesidade é uma doença crônica e esses medicamentos podem levar a morte.

A série de três reportagens mostrou que produtos rotulados como naturais para emagrecimento são vendidos sem controle em todo o país por telefone ou pela internet. Técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) encontraram várias substâncias sintéticas em muitas das pílulas investigadas pela reportagem. Quando usadas indiscriminadamente, provocam problemas como alterações cardíacas, da pressão arterial e comportamental.

– Não existe milagre, tudo é uma mudança de comportamento, a relação com a comida. O que te faz comer, se é quando você está triste, alegre, preocupado. Não é da noite para o dia que isso vai mudar – disse Marisa, em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina desta segunda-feira.

A diretoria de Vigilância em Saúde monitora propagandas de medicamento. Porém, conforme a diretora do órgão Raquel Bittencourt, o trabalho carece de ferramentas melhores.

– O avanço pela internet dificulta bastante, porque muitas vezes a gente localiza, mas o provedor é internacional, ou rapidamente eles vendem e já mudam de endereço. Não existe endereço físico para que a gente possa fazer a ação. É muito complicado, carece de melhoria de ferramenta – declarou Raquel, também em participação no programa do início das manhãs na NSC TV.

A endocrinologista recomenda sites sérios para pesquisa sobre o tema, como da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e da Associação Brasileira de Estudos da Obesidade.

– Todo mundo sabe quais são os alimentos mais calóricos, gorduras, açúcar branco. Fazer uso de fruta, suco e não refrigerante. A pessoa pode aumentar o ritmo de atividade física, que não precisa ser na academia, também pode caminhar, subir escada no prédio e procurar outras fontes de prazer que não seja a comida – exemplificou Marina.

Ouça a reportagem de Juliana Gomes:

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