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Volmir Cordeiro: "A partir de Caetano Veloso construí uma grande paixão pela música brasileira"

O coreógrafo, que hoje mora em Paris, foi capa da conceituada revista francesa Mouvement

03/07/2015 - 18h32

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Por Redação NSC
O catarinese de Concórdia fala um pouco sobre suas referências musicais
O catarinese de Concórdia fala um pouco sobre suas referências musicais
(Foto: )

Nascido em Concórdia, o intérprete e coreógrafo Volmir Cordeiro, 28 anos, atualmente mora em Paris, onde recebeu o título de doutor em dança, criação e performance no Centre National de Danse Contemporaine d'Angers. Entre seus trabalhos, destaque para os solos Céu e Inês e o duo Época. Cordeiro é capa da última edição da conceituada revista francesa Mouvement, com uma reportagem sobre sua trajetória.

O acordeão

Meu pai foi músico, mas deixou de ser antes de eu ter nascido. Até hoje ele tem guardado o seu acordeão, que toca quando bate a saudade, de preferência aos domingos. O instrumento sempre me impressionou e foi por meio dele que comecei a me apaixonar pela música. Em uma das minhas primeiras montagens teatrais na Udesc, quando ali estudava, fiz questão de usar um em cena. Depois vieram as influências da minha irmã, que ouvia toda hora Caetano Veloso (foto). Fiquei apaixonado pela voz do cara e sou superfã até hoje.

Paixões

A partir de Caetano Veloso construí uma grande paixão pela música brasileira. Quando me perguntam pelas minhas paixões musicais, não posso responder outra coisa senão, de cara, que a feita no Brasil é a que mais mexe comigo. Sou também um grande admirador de Dorival Caymmi, Maria Bethânia, Gal Costa, Jorge Mautner, Itamar Assumpção (foto), Tim Maia, Tom Zé.

Disco preferido

Mil e Uma Noites de Bagdá, álbum do Jorge Mautner de 1976, é um dos meus favoritos.

Show inesquecível

Foi um show não visto, o Preto Brás, do Itamar Assumpção. E um fortíssimo, a que fui recentemente no Rio de Janeiro, é Recanto, da Gal Costa. Outro marcante foi o da banda Coco Rosie (foto), que vi em Salamanca, na Espanha. Cheguei na cidade para dançar, soube da apresentação e corri para uma das praças da cidade para ver as meninas que embalaram parte da minha adolescência.

Música para...

Dançar: Kalenga (Wegue Wegue), de Buraka Sound Sistema

Respirar: Vida de Artista, de Itamar Assumpção

Inspirar: Canoeiro, de Dorival Caymmi

Perder a cabeça: Sabali, de Amadou & Miriam

Falar de amor: Bolinhas de Gude, de Jorge Mautner

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