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Prefeitura Municipal de Florianópolis apresenta

Zerar a fila das creches é prioridade da Prefeitura de Florianópolis  

Somente no primeiro semestre serão inauguradas mais cinco creches e abertas 935 vagas  

18/04/2019 - 11h43 - Atualizada em: 01/08/2019 - 14h53

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Estúdio
Por Estúdio NSC
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As crianças chegam cedinho, às 7h30. A diretora Ana Paula Cunha fica na entrada do prédio até cada aluno se acomodar em sua sala. Assim, começa o dia na creche Antonieta de Barros, inaugurada dia 29 de março, no principal acesso à Vila Aparecida, onde 240 crianças permanecem 11 horas com direito a café da manhã, almoço, lanche, janta, fruta e assistência pedagógica.

O prédio é amplo, tem quase 1,7 mil metros. É limpo, arejado e pintado com cores que trazem calma: verde claro, azul céu e rosa. O investimento da Prefeitura Municipal de Florianópolis foi de R$ 4,3 milhões. São 13 salas de aula, duas brinquedotecas, biblioteca, refeitório, pracinha e sala multiuso. Na escadaria que liga os dois andares, há um grafite de Antonieta de Barros, professora, jornalista e política catarinense.

Na entrada da creche são homenageadas outras três lideranças: Cornilda dos Santos, Artur Ferreira e Valter Antônio de Carvalho.

– Foram líderes comunitários que lutaram para que tivesse essa creche. Era uma demanda antiga. Se eles estivessem vivos, estariam orgulhosos – conta a diretora.

creche antonieta de barros
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A construção da creche Antonieta de Barros é o resultado das promessas de campanha do atual prefeito Gean Loureiro.

– Estamos trabalhando em várias frentes para chegar a uma fila próxima de zero – informa.

No começo de 2017, a fila tinha 3.872 crianças. Em dezembro do mesmo ano, passou para 2.455. Um ano depois, em janeiro de 2018, era de 1184.

Neste ano, no dia 13 de fevereiro, início do ano letivo, foi para 606. Porém, para surpresa de todos, dois dias depois, em 1° de abril saltou para 1.458.

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Para o secretário de educação, Maurício Fernandes Pereira há três explicações. O fluxo migratório de pessoas vindo morar na capital catarinense, o nascimento de crianças e a expectativa da sociedade.

– Cada vez que divulgamos que a fila está diminuindo, mais pessoas se matriculam esperançosas de conseguirem uma vaga para seus filhos. Têm casos, inclusive, de pessoas que estão tirando as crianças da creche privada e colocando na municipal porque perceberam que a qualidade aumentou – explica.

Após dez dias, em 11 de abril, o déficit caiu novamente para 1.339.

Para atender à alta demanda, serão oferecidas neste semestre mais 935 vagas, com a abertura de outras cinco novas creches nos bairros Agronômica, Saco Grande, Rio Tavares e Tapera. Também será inaugurada em breve a creche em Capoeiras para transferir as crianças da Machado de Assis, que será reformada. No segundo semestre, estão previstas mais inaugurações, uma delas será no bairro Saco dos Limões.

A creche Red Park, no Rio Vermelho, que gerou muita polêmica porque a obra iniciada na outra gestão ficou parada devido à falência da empresa que venceu a licitação, está em obras e deverá ser inaugurada no primeiro semestre do ano que vem.

Ela ajudará a desafogar dois bairros carentes por vagas, Rio Vermelho e Ingleses.

Um dado interessante sobre as creches em Florianópolis é que há 1,2 mil vagas sobrando.

– A necessidade não está onde estão as vagas – explicou Pereira. – Temos que oferecer creches num raio de 5 km da casa da família. Se a família aceitar a vaga numa creche que esteja próxima ao seu trabalho ou rota diária, assina um termo de adesão. Então, nossa equipe se esforça para tentar conciliar essa possibilidade – disse.

Além disso, funcionários da Secretaria de Educação visitam creches para monitorar se há vagas sobrando que não foram atualizadas no sistema. Somente da primeira semana de abril, descobriram 40 lugares que serão doados a crianças na fila de espera.

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