Os dois novos contratados do Avaí para a seqüência da Série B do Campeonato Brasileiro foram apresentados nesta quarta, na Ressacada. Ambos jogam no meio-de-campo. Mas são ofensivos, homens de assistência e de nome internacional: Marquinhos, de 24 anos, meia revelado pelo próprio Avaí e que foi logo cedo para o Bayer Leverkusen, da Alemanha; e o argentino naturalizado uruguaio Jorge Artigas, de 30 anos, meia-armador canhoto, que chegou no mercado brasileiro através do Botafogo.

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Como as duas transferências são internacionais – a documentação de Marquinhos vem da Europa e a de Artigas, do México – os dois jogadores só estarão à disposição do técnico Vagner Benazzi a partir do dia 3 de agosto, quando inicia a “janela” estipulada pela CBF para a inscrição de “estrangeiros” no decorrer do Brasileiro. Até lá, os dois esperam estar “voando”.

A ansiedade é grande, já que a dupla vem de um longo período de inatividade em virtude de problemas médicos. Marquinhos passou por uma cirurgia no joelho direito em outubro de 2005, quando jogava pelo Coritiba. Já Artigas fez uma cirurgia no joelho esquerdo em março, para curar uma antiga lesão sofrida ainda em 2005, quando defendia o Tijuana, do México. Contratado pelo Botafogo no início do ano, o jogador voltou a se machucar durante a pré-temporada e teve que ser operado.

A contratação do uruguaio já havia sido cogitada pelo Avaí há cerca de dois meses. Artigas esteve em Florianópolis, trouxe os exames médicos do Rio de Janeiro, foi examinado pelo médico do clube, Luís Fernando Funchal, e a contratação, naquele momento, foi vetada. Mas Artigas ficou na Capital, passou por exames mais profundos e fez uma aposta: se conseguisse se recuperar totalmente da lesão, assinaria contrato com o Avaí.

Morando na Lagoa da Conceição, o jogador passou os últimos 35 dias trabalhando com Funchal e o fisioterapeuta Mateus Cardoso dos Santos, utilizando as instalações da Cimed, time de vôlei em que também trabalham o médico e o fisioterapeuta. Lá, curou a lesão e aprimorou a forma física até a última sexta-feira, quando fez uma bateria de testes e foi aprovado – mesmo sem treinar, teve nos testes os mesmos índices de quatro jogadores do atual elenco avaiano.

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– Já estava ansioso para definir a situação. Tudo andou bem, a recuperação foi rápida e agora estou assinando contrato – disse o jogador, que não joga desde dezembro do ano passado e não vê a hora de entrar em campo.

Já o superintendente geral Alexandre Espíndola não vê a hora de definir a contratação de um atacante. Tinha um nome engatilhado, mas perdeu a concorrência para outro clube e agora volta a garimpar o mercado à procura de um novo nome.

– O grupo está praticamente pronto, mas não está fechado – definiu o dirigente.