O suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, e o governante da África do Sul, Thabo Mbeki, garantiram hoje que o Mundial de 2010, em terras sul-africanas, será um sucesso.

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– Teremos um excelente Mundial na África do Sul. Não será o da Alemanha nem o da Coréia do Sul e Japão, porque cada país tem sua própria cultura, mas sem dúvida será fantástico – disse Blatter.

O presidente sul-africano, por sua vez, quis acabar com qualquer dúvida:

– Vamos organizar uma Copa do Mundo muito bem-sucedida. Não tenho sombra de dúvida de que cumpriremos todos os requisitos à satisfação da Fifa e da torcida. Não podemos falhar, e não iremos – afirmou.

A Fifa e a União Européia (UE) assinaram hoje em Berlim, no dia da final do Mundial de 2006, uma carta de intenções que se enquadra no lema Vencer na África, com a África, da Copa de 2010.

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O acordo cobrirá todos os países da ACP (África, Caribe e Pacífico) e busca, segundo Blatter, “aproveitar o primeiro Mundial africano para pedir ao mundo que confie na África”.

– Há 70 anos, o esporte foi instrumentalizado neste país para legitimar uma história que gostaríamos de esquecer. Agora queremos estimular a generosidade num mundo cada vez mais egoísta e transmitir uma mensagem de paz – explicou.

Além de Blatter e Mbeki, participaram do ato o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso; o comissário europeu de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, e o secretário-geral da União Africana (UA), Alpha Ouamar Konaré.

Barroso, que confessou ser um grande fã de futebol, ressaltou que este esporte “tem um grande poder global, e é talvez o evento mais importante em termos de comunicação entre o povo. Os nomes de Zidane, Figo e Ronaldinho Gaúcho são conhecidos no mundo todo”.

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Barroso apontou que o convênio “permitirá ajudar a juventude africana, divulgar a educação e prevenir doenças como a malária e a Aids” – objetivos aos quais Michel acrescentou “a luta contra o racismo, a intolerância e reconstrução de sociedades após conflitos”.

O presidente sul-africano afirmou que “às vezes o desespero prejudica as pessoas por passar uma falta de esperança, mas mesmo nestas terras tão pobres há jovens jogando futebol. Quando eles brincam com uma bola, se esquecem da pobreza em que vivem”.