O ex-técnico do Boca Juniors Jorge Benítez será julgado no próximo mês de agosto por ter cuspido no atacante mexicano Adolfo Bautista, do Chivas, num jogo da Copa Libertadores do ano passado.
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O fiscal de Buenos Aires Martín Lapadú, responsável pelo caso, pediu oito dias de detenção e um ano de suspensão para o técnico, disseram hoje fontes judiciais. O processo acontece nos dias 19 e 20 de agosto.
O incidente entre Benítez e Bautista ocorreu em junho de 2005 no estádio La Bombonera, em Buenos Aires, na partida entre as duas equipes, pelas quartas-de-final.
Aos 30 do segundo tempo, quando caminhava para fora do campo junto ao atacante Martín Palermo após ambos terem sido expulsos pelo árbitro por agressão mútua, Bautista levou uma cusparada de Benítez e, segundos depois, foi agredido por dois torcedores que entraram em campo, o que motivou a suspensão do jogo.
A diretoria do Boca Juniors lamentou os fatos, pediu desculpas aos mexicanos e pressionou Benítez para que deixasse o cargo – o que aconteceu poucas horas depois.
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No final de junho do ano passado, o técnico – que deixou recentemente o Deportivo Quito, do Equador -, viajou ao México para pedir desculpas ao clube e aos jogadores do Chivas.
Além de Benítez, também serão levados à Justiça Pablo Jofre, um dos torcedores que invadiu o campo; Oscar Laudonio, funcionário do Boca acusado de ter chutado Bautista, e Alberto Lousteau, identificado pelo fiscal como “ajudante de campo” do treinador.
A acusação teve como base o Código Contravencional da cidade de Buenos Aires, que reprime que num espetáculo de massa aconteçam incidentes como estes, afetando seu desenvolvimento.