O presidente da Federação Grega de Futebol, Vasilis Gagatsis, acusou hoje em Atenas o Governo do país de intervencionismo e o vice-ministro de Esportes grego, Georgos Orfanos, de isolar o futebol profissional do país com um projeto de lei “monstruoso”.

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A Fifa anunciou ontem à noite a exclusão da Grécia (seleção, jogadores e árbitros) de todas as competições internacionais por não ter adaptado seus estatutos conforme solicitado pela Fifa, que não admite intervenções estatais nas administrações das federações.

Gagatsis afirmou que a federação não desrespeita as leis, mas é contra esta intervenção nos assuntos do futebol profissional. Uma comissão parlamentar estudará hoje o projeto de lei regulamentando os campeonatos profissionais. O anúncio da Fifa coincide com o segundo aniversário da vitória da Grécia na Eurocopa de 2004, em Portugal – um título considerado surpreendente para todos, inclusive aos torcedores gregos.

– Hoje deveríamos estar comemorando o aniversário de nossa vitória. Por outro lado, hoje estamos em interdição com a sociedade – disse o presidente da Federação.

Já o Orfanos disse a vários veículos de imprensa de Atenas que até 15 de julho, data em que as punições contra a Grécia entrarão em vigor, tudo estará resolvido. Gagatsis declarou que as punições já começaram a ser implementadas, com a suspensão de dois gregos da Fifa em reunião na Ásia e o pedido a um árbitro do país de não atuar num jogo marcado para os próximos dias.

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Além disso, o Larissa FC, da cidade de mesmo nome, não poderá atuar na Copa Intertoto se o problema não for resolvido até 15 de julho.