O ex-jogador Diego Maradona assegurou que não se candidatará ao cargo de técnico da seleção argentina, afirmando que os dirigentes sabem onde encontrá-lo se quiserem que ele assuma.

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– Eu não me candidato. Se alguém quer me chamar, já sabe onde me encontrar. Estou em casa, acessível – destacou Maradona em entrevista publicada hoje pelo jornal esportivo Olé.

Após a eliminação da Argentina nas quartas-de-final do Mundial, perdendo para a anfitriã Alemanha nos pênaltis, o técnico José Pekerman anunciou sua saída da seleção. Porém, o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, disse que tentará convencê-lo a continuar no cargo.

Maradona sustentou que não há nada a reivindicar a Pekerman pela eliminação argentina, embora não tenha concordado com as substituições feitas por ele no jogo contra os alemães.

– Acho que devemos morrer como argentinos. O que (Marcello) Lippi fez no jogo entre Itália e Alemanha não é uma coisa de italiano, mas de argentino ou brasileiro. Ele se deu conta de que os jogadores estavam cansados e saiu em busca da vitória, porque nos pênaltis poderia ter perdido – disse o ex-jogador.

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Maradona afirmou que o torneio terminou para ele quando a Argentina foi eliminada pelos anfitriões, alegando que ficou com a sensação de que este era um Mundial que podíamos ter vencido.

Além disso, ele se mostrou surpreso pela recepção à seleção no retorno a Buenos Aires.

– A seleção chegou e fizemos festa. O que está acontecendo? Agora comemoramos ir às quartas-de-final? No Brasil, queimaram a estátua de Ronaldinho – afirmou Maradona.