A organização da Copa do Mundo deste ano exigiu da cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, uma operação de infraestrutura e logística que vai muito além das quatro linhas.

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Conhecida por ter um dos maiores trânsitos da América do Norte, a metrópole montou um forte plano de contingência focado em minimizar o fluxo em direção ao Mercedes-Benz Stadium, o palco principal dos jogos na cidade.

No entanto, o verdadeiro desafio da sede se divide entre o tráfego nas rodovias e o cumprimento das exigências comerciais impostas pelos protocolos da Fifa. Vale ressaltar que a cidade tem o aeroporto de maior fluxo de passageiros do mundo.

Abaixo, detalhamos as restrições de mobilidade, as regras de marcas e as estruturas milionárias que foram montadas para garantir o legado do torneio na região.

O incentivo ao home office e as mudanças no tráfego

Para diminuir o impacto dos congestionamentos nos dias de jogos, as autoridades locais traçaram uma estratégia focada no esvaziamento voluntário das vias públicas.

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A Georgia Commute Options e o Atlanta Regional Commission lideraram uma campanha para incentivar fortemente que os empregadores locais adotem jornadas flexíveis e o regime de trabalho remoto (home office). A medida visa reduzir drasticamente o tráfego de veículos nas regiões de Downtown, Midtown e Buckhead durante as datas das partidas.

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Na Northside Drive, principal avenida de acesso aos portões, o Departamento de Transportes instalou faixas reversíveis automatizadas, alterando o sentido de quatro das seis pistas da via horas antes do apito inicial para dar vazão ao fluxo e liberar o caminho para as delegações nas interestaduais I-75 e I-85.

A regra da “zona limpa” e o novo Atlanta Stadium

Devido à política de exclusividade de marketing da Fifa, o estádio deixará de usar o seu nome comercial (Mercedes-Benz Stadium), passando a se chamar oficialmente Atlanta Stadium durante o torneio.

A cidade enfrenta o desafio das regras de “zona limpa”, que exigem a ocultação completa de qualquer letreiro, logo ou menção a marcas que não sejam parceiras oficiais da federação internacional.

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Por outro lado, a cidade tem uma união única: a The Coca-Cola Company, parceira mais antiga da Fifa, gerencia suas ativações globais direto de sua sede em Atlanta, enquanto a gigante varejista The Home Depot atua como apoiadora oficial da Copa e “host city supporter”, criando uma forte base financeira local.

O legado milionário e a nova casa do futebol americano

O impacto da Copa do Mundo em Atlanta foi planejado para transcender os dias oficiais de competição, impulsionado pela recente mudança da Federação de Futebol dos EUA (U.S. Soccer) para a região.

A grande joia desse legado é o novo Arthur M. Blank National Training Center, um centro de treinamento de ponta construído na região metropolitana.O complexo foi viabilizado por uma doação de 50 milhões de dólares de Arthur Blank, proprietário das franquias Atlanta Falcons (NFL) e Atlanta United (MLS).

O local servirá como a base oficial de operações e treinamentos para todas as seleções nacionais de futebol dos Estados Unidos, consolidando a cidade como a nova capital do esporte no país.

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