A história das Copas do Mundo é recheada de grandes goleadas, títulos dramáticos e recordes inacreditáveis estabelecidos pelos maiores atacantes do planeta.

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No entanto, um feito raríssimo ocorrido na edição de 1962, no Chile, permanece intacto como o único registro de um gol marcado diretamente de uma cobrança de escanteio.

Mais de 2.500 gols já foram anotados na história da competição, mas um gol olímpico é uma obra de arte que nenhum craque moderno conseguiu repetir até hoje.

Marcos Coll surpreendeu o mundo ao vencer o goleiro mais temido da Europa com um chute de rara precisão.

O cenário do confronto histórico no Chile

O lance inesquecível aconteceu no dia 3 de junho de 1962, durante a partida entre Colômbia e União Soviética pela fase de grupos do Mundial.

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Os soviéticos entraram em campo ostentando o status de favoritos absolutos ao título do grupo, abrindo uma vantagem confortável de 4 a 1 no placar do jogo.

A seleção sul-americana sofria para segurar o ritmo do adversário, por ser aquela a primeira participação oficial do futebol colombiano na história de Copas do Mundo.

O gol olímpico que venceu o lendário Aranha Negra

Aos 23 minutos do segundo tempo, o meio-campista Marcos Coll se posicionou na ponta esquerda do ataque para a cobrança de um escanteio.

O jogador bateu forte na bola aplicando um efeito fechado em direção à pequena área, buscando surpreender a linha de zaga adversária com o cruzamento à meia altura.

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A bola quicou no gramado e passou por todo mundo antes de morrer no fundo da rede, “matando” o goleiro Lev Yashin.

O impacto do golaço e o empate histórico

O feito do camisa 8 mudou completamente o clima emocional do confronto e deu o combustível necessário para uma reação avassaladora dos colombianos.

Embalada pelo lance inédito, a equipe sul-americana marcou mais duas vezes em sequência e arrancou um histórico empate por 4 a 4 contra a potência europeia.

O autor do golaço admitiu anos mais tarde que a sua intenção original era apenas cruzar para os atacantes; o efeito do vento foi o empurrão final que garantiu a pintura.

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