O encerramento da primeira rodada da Copa do Mundo de 2026 acionou os computadores dos analistas de desempenho da Seleção Brasileira. Os cruzamentos projetados para as oitavas de final indicam que o time comandado por Carlo Ancelotti corre o risco de enfrentar o Japão logo no primeiro duelo eliminatório.
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O sinal de alerta definitivo acendeu após os japoneses buscarem um empate por 2 a 2 contra a Holanda. O resultado, construído nos minutos finais da partida, expôs a força mental e a capacidade competitiva da equipe asiática diante de um cabeça de chave europeu.
O futebol japonês mudou de patamar técnico. O estilo baseado prioritariamente na velocidade deu lugar a um modelo de jogo que prioriza a posse de bola, a criatividade e a intensidade tática.
A maior parte dos atletas convocados atua como titular nas principais competições do futebol europeu, com destaque para a Premier League inglesa e a Bundesliga alemã. Essa experiência internacional reflete na maturidade da equipe para controlar o ritmo dos jogos.
Os nomes que comandam a força ofensiva asiática
A ausência de Kaoru Mitoma, cortado da lista final da Copa do Mundo devido a uma lesão na coxa, forçou uma redistribuição de funções no ataque. Dois jogadores assumiram a responsabilidade técnica do setor:
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- Keito Nakamura: O atacante anotou um dos gols diante da Holanda e vive grande fase no futebol francês, destacando-se pelas infiltrações em velocidade.
- Takefusa Kubo: Revelado pelo Real Madrid e atualmente na Real Sociedad, o jovem meia-atacante dita o ritmo criativo com dribles curtos e passes verticais que quebram linhas defensivas.
Kamada garante o equilíbrio no meio-campo
O gol que selou o placar de 2 a 2 contra a Holanda, aos 43 minutos do segundo tempo, saiu dos pés de Daichi Kamada. O meio-campista centraliza as ações de transição da equipe, oferecendo proteção à defesa e qualidade na saída de bola.
As triangulações rápidas pelo chão tornaram-se a principal característica do meio-campo japonês, permitindo que a equipe mantenha a calma mesmo quando precisa reverter desvantagens no placar.
O histórico recente do Japão de “mata-gigantes”
O retrospecto recente do Japão exige atenção da comissão técnica brasileira. No Mundial de 2022, no Catar, a seleção asiática terminou a fase de grupos na liderança após vencer as campeãs mundiais Alemanha e Espanha.
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O desempenho contra a Holanda em 2026 confirma a manutenção dessa mentalidade de jogo. Caso o Brasil confirme a liderança de sua chave e os japoneses assegurem a classificação no grupo em que dividem as atenções com os europeus, as duas seleções repetem um confronto que não ocorre em Copas do Mundo desde a fase de grupos do torneio de 2006, na Alemanha.
