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    Ao voltar para casa após férias, argentino esquece mulher em posto de gasolina de Passo Fundo 

    O homem só se deu conta da ausência da mulher depois de percorrer cerca de 100 quilômetros 

    14/01/2016 - 08h51 - Atualizada em: 15/01/2016 - 05h04

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    Por Redação NSC
    Argentina notou que o marido havia ido embora quando saiu do posto de conveniência  
    Argentina notou que o marido havia ido embora quando saiu do posto de conveniência  
    (Foto: )

    Uma argentina que retornava de um período de férias em Bombinhas, Santa Catarina, passou por duas horas de aflição na tarde da última quarta-feira em Passo Fundo. A mulher, de cerca de 40 anos, viajava de carro ao lado do marido e do filho, de 14 anos, quando foi esquecida por eles em um posto de gasolina, nas margens da BR-285.

    O marido só se deu conta de que havia deixado o local sem a esposa depois de andar cerca de 100 quilômetros. Duas horas após o ocorrido, eles então retornaram para buscá-la.

    Conforme o gerente do posto de gasolina, Edgar Francisco Marques, o veículo, um Fox preto, parou para abastecer por volta das 12h de quarta-feira. O argentino, identificado pela Polícia Rodoviária Federal apenas como Walter, teria ido ao banheiro após realizar o pagamento.

    Nesse momento, a mulher, Claudia, que dormia no banco traseiro do veículo, saiu do carro para ir à loja de conveniência comprar bolachas, enquanto o filho, no banco da frente, jogava ao celular. Ao sair da loja, ela se deu conta de que o veículo não estava mais no local:

    — Ela entrou em pânico na hora. Começou a chorar e soluçar, dizendo que o marido a havia deixado lá. Eu achei que fosse brincadeira no início, imaginando que ele tinha dado uma volta na quadra e retornaria. Mas logo vi que não era. Tivemos que acalmar e dar água para a senhora, mas ela não parou de chorar — conta Marques.

    Com a ajuda dos funcionários do posto, Claudia tentou ligar para o marido, mas o telefone estava fora de área de cobertura. A situação a deixou ainda mais desesperada. Ela alegou que não sabia o que fazer, pois estava sem documentos, sem dinheiro e sem telefone em um país estrangeiro.

    Marques decidiu, então, entrar em contato com a unidade da Polícia Rodoviária Federal de Passo Fundo, que fica a 500 metros do local, enquanto os demais funcionários consolavam a mulher.

    O policial rodoviário David Ayzemberg, que atendeu à ocorrência, conta que foi até o posto e encontrou a mulher sentada em um canto, de cabeça baixa, chorando.

    Ayzemberg levou a argentina à PRF e informou a ela que iria avisar os colegas de Ijuí para pararem o veículo, caso passasse pela região:

    — Ela, muito nervosa, sugeriu que avisássemos também o pessoal da balsa, mas achamos que não seria necessário. A mulher ficou aguardando muito nervosa até que nossos colegas avisaram que o homem havia sido localizado e estava retornando.

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    Foi próximo ao posto da PRF de Ijuí, a cerca de 100 quilômetros de distância do posto de gasolina, que Walter e o filho notaram a ausência da mulher. Eles pararam no posto para pedir informações sobre como retornar, e foram avisados de que ela se encontrava com agentes da PRF de Passo Fundo.

    O reencontro de Claudia com a família, que ocorreu por volta das 14h, foi marcado por tensão e discussões. Assim que o argentino chegou ao posto, a mulher começou a gritar com ele e a dar tapas no veículo:

    — Não houve agressão física, mas ela extravasou quando viu o marido. Começou a falar alto e bateu a porta do carro bruscamente. Ela reclamava pela demora para ele ter se dado conta de que ela não estava no veículo — relata Ayzemberg.

    Walter, constrangido, não quis dar muitas explicações sobre o ocorrido. Ele apenas agradeceu aos agentes da PRF, olhou para a esposa e pediu perdão, afirmou Ayzemberg.

    Após a breve discussão, a família entrou no veículo e seguiu a viagem rumo à Argentina.

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