O atacante Vini Jr. sabe que precisa assumir a responsabilidade de protagonista na Seleção Brasileira para conquistar o sexto título da Copa do Mundo em 2026. O principal jogador do Real Madrid e a grande referência técnica do Brasil, o “Malvadeza” demonstra uma atitude madura, focada na vitória da equipe em vez do desenvolvimento individual, como o prêmio de melhor jogador do torneio.
Continua depois da publicidade
– Não estou aqui para ser o melhor jogador do torneio, estou aqui para levar o Brasil de volta ao topo. Joguei mais partidas e tenho mais experiência do que na última Copa do Mundo, e estou aqui para ter um grande torneio – afirmou o jogador em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, dia anterior à estreia contra o Marrocos.
Aos 25 anos, Vini Jr. chega aos Estados Unidos com duas finais da Liga dos Campeões pelo Real Madrid, em ambas marcando gols decisivos. Portanto, estar no auge é motivo de comemoração para o atleta.
– Estou no momento mais especial e importante da minha carreira. Estou no nível físico e técnico que sempre sonhei. Não tive nenhuma lesão nesta temporada – afirmou.
Continua depois da publicidade
O atacante também atribuiu parte dessa evolução ao seu treinador no clube espanhol, Carlo Ancelotti, o mesmo da Seleção:
– Tê-lo por perto me dá muita tranquilidade, muita liberdade e confiança para fazer tudo o que já fiz com a seleção e no Real Madrid – explica.
As lições que Vini Jr. aprendeu na Copa do Mundo do Catar
Diferentemente de 2022, quando estreou na Copa do Mundo no Catar ainda dividindo os holofotes com Neymar, o cenário atual exige um papel de liderança de Vini Jr. Ele diz que a dolorosa eliminação na última edição foi a experiência de aprendizado mais valiosa para o mecanismo liderado pela comissão técnica da Seleção.
– A última Copa do Mundo me ensinou que precisamos estar preparados e focados até o último minuto da partida, porque pequenas coisas decidem nosso destino – observa.
Continua depois da publicidade
Para ele, a história recente da equipe se torna irrelevante assim que vê a bola rolar no solo norte-americano.
– Na Copa do Mundo, tudo começa do zero. Quem chegou à última final ou quem ganhou a Copa América não importa. O que é mais importante é o que acontece a partir de agora – profetiza.
Mistério tático e alerta contra o Marrocos
O Brasil faz os ajustes finais antes de entrar em campo, mas o mistério prevalece. Vini Jr. lamenta a ausência do lateral Wesley, recentemente cortado por lesão, mas quis manter a estratégia da comissão técnica em segredo e não revelou muito sobre a equipe, nem a escalação, para não armar os adversários, em particular o Marrocos, semifinalista em 2022 e primeiro adversário na jornada do hexa.
– Sem dúvida, o Marrocos pode surpreender na Copa do Mundo, como fez na última. Eles têm Brahim [Díaz], que joga comigo; têm Hakimi, que acabou de ganhar outra Liga dos Campeões. É uma equipe que planeja bem seus jogos e é capaz de competir contra qualquer adversário – alerta o atacante.
Continua depois da publicidade
Renovação de contrato com o Real Madrid só depois da Copa
Perguntado sobre a sua situação contratual com o Real Madrid, Vini Jr. não quis saber de muita conversa. O jogador tem seu vínculo com o clube merengue até junho de 2027 e ainda não há um acerto de renovação entre as partes.
– Neste momento, estou focado na seleção. Após a Copa do Mundo, falarei sobre tudo relacionado ao Real Madrid. Agora estou focado apenas no meu país, nos meus companheiros de equipe e em ter um grande torneio – desconversou.
O Brasil de Vini Jr. inicia sua jornada sabendo exatamente o tamanho do desafio. Para a estrela da equipe, gols e assistências são apenas um veículo de apoio e ele jogará para a equipe quando a recompensa final for um troféu.
– Nem estou preocupado com gols e assistências, estou preocupado em jogar bem e dar à equipe aconfiança que ela precisa. Não importa quantos gols eu marque. O que importa é até onde vamos chegar – concluiu.
Continua depois da publicidade
O Brasil estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado, às 19h (de Brasília) contra Marrocos. A bola rola no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
