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DUPLICAÇÃO DA BR-470

"Apesar de tarde, não é tarde demais", afirma Carlinho Bogo, sobre a duplicação da BR-470

Carlinho Bogo é empresário e foi vice-presidente da Acib entre 1997 e 2001

22/07/2013 - 05h21

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Por Redação NSC

Passa tanto tempo que fica no livro do esquecimento. A duplicação da BR-470 é uma história. Quando eu era vice-presidente da Acib, lembro muito bem que a Ecovale iria fazer a obra e cobrar pedágio. Aí, entrou o governador Esperidião Amin e simplesmente bloqueou o processo. Se as obras continuassem, os municípios do Vale do Itajaí teriam de 20% a 30% a mais de crescimento hoje. Com certeza, quem ganharia muito seria toda a região, principalmente, Blumenau.

É fácil fazer as contas. Se comparar a Itajaí, Brusque e Jaraguá do Sul, todas elas se desenvolveram. Mas Blumenau estagnou. Motivo: para as multinacionais que queriam se instalar em Blumenau, o que sempre pesou foi o problema do escoamento dos produtos para os portos. Com certeza, o Vale perdeu muito com isso.

A duplicação da BR-470 é uma obra complexa. O Vale vai ganhar muito. Apesar de tarde, não é tarde demais. A estrutura do Vale é de potencial. Se as estradas saírem, outras multinacionais virão. Nunca é tarde. É lamentável que a gente não tenha a obra pronta há uns 10 anos.

Grande parte da economia de Santa Catarina vem toda da região Oeste. Apesar do tamanho, Santa Catarina é um Estado completo. Com as BRs 101 e 470 duplicadas, vai explodir em desenvolvimento.

Temos todos de estar atentos. As associações comerciais devem se mobilizar e cobrar para ver se a obra sai como foi licitada. E para garantir que o investimento perdure porque, infelizmente, neste país, as obras não duram. E também ser favorável ao pedágio. Claro que não extorsivo como no Rio Grande do Sul e no Paraná, mas com preços decentes. Aí, sim, essas estradas estarão sempre bem conservadas.

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