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Norte da Ilha

Após confissão, Polícia Civil descarta transfobia no caso de Jennifer, transexual assassinada nos Ingleses

Suspeito era morador de rua, está detido no presídio da Agronômica e será denunciado por homicídio duplamente qualificado

24/04/2017 - 09h17 - Atualizada em: 24/04/2017 - 14h47

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Por Redação NSC
Jennifer tinha forte atuação em movimentos de causas de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros
Jennifer tinha forte atuação em movimentos de causas de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros
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A Delegacia de Homicídios de Florianópolis diz ter esclarecido nesta segunda-feira a morte da transexual Jennifer Celia Henrique, de 37 anos. Em coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Mattos informou que Dik Greisson Isidoro da Silva, morador de rua de 22 anos, confessou o crime. Ele foi preso pela PM na noite de domingo no bairro Itacorubi. Segundo o próprio depoimento do suspeito, o jovem matou a vítima a pauladas depois que os dois tiveram relações sexuais em uma obra na servidão Paraíso dos Ingleses.

— Ele contou que, após o sexo, a vítima falou para ele que gostaria de manter sempre relações sexuais com ele. Eles tiveram uma discussão breve ali e ela ameaçou de contar a relação que eles tiveram para os amigos dele. Em razão disso, ele teve a reação de golpear ela com um pedaço de pau na região do pescoço — disse o delegado.

Matos explicou que, pelo fato de os dois terem mantido relações sexuais antes do crime, foi descartada a possibilidade de crime de ódio ou transfobia. O suspeito também informou que foi a primeira vez que eles transaram e que no momento do assassinato estava sob forte efeito de crack.

Dik está detido no presídio da Agronômica e será denunciado por homicídio duplamente qualificado: motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima. Eduardo Mattos também pedirá a conversão de prisão temporária em preventiva.

Dik Greison, 22 anos, será denunciado por homicídio duplamente qualificado
Dik Greison, 22 anos, será denunciado por homicídio duplamente qualificado
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A Polícia Civil chegou até o suspeito após ouvir outros moradores de rua que costumam ficar próximo ao local do assassinato. Também analisou imagens de videomonitoramento que mostram Dik Greison e Jenni entrando na obra e em seguida apenas o jovem saindo. A reportagem aguarda a divulgação dessas imagens.

Sobre o fato de terem sido encontrados dois pedaços de pau com marcas de sangue, o que levou a polícia a acreditar que duas pessoas pudessem ter matado Jenni, o delegado Matos explicou que foi o próprio Dik quem usou as duas tábuas. No local do crime, os agentes também encontraram R$ 150 que pertenciam a Jenni, o que descartou o crime de latrocínio.

Dik Greison não tem antecedentes criminais. Ele é natural de Criciúma e informou a polícia que trabalhava como reciclador. Após o crime, perambulou pelas ruas da Praia do Forte, Barra da Lagoa e Centro, até ser detido no Itacorubi.

Delegado Eduardo Mattos, durante coletiva de imprensa em que esclareceu o assassinato de Jenni
Delegado Eduardo Mattos, durante coletiva de imprensa em que esclareceu o assassinato de Jenni

Quem era Jenni

Nas redes sociais, onde a morte teve grande repercussão, amigos e familiares da vítima afirmam que o homicídio teve motivações preconceituosas, intolerantes e de transfobia. Jennifer, conhecida por todos no Norte da Ilha como Jenni, tinha forte atuação em movimentos de causas de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), além de ser muito conhecida nas regiões dos Ingleses e Santinho, onde morava com seus pais. Jenni trabalhava como revendedora de uma marca de cosméticos.

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