Ganhar uma Copa do Mundo exige talento, tática e, acima de tudo, um pouco de sorte. Ao longo da história, o futebol desenhou padrões tão cruéis que muitos profissionais e analistas já tratam essas coincidências como verdadeiras “zicas” institucionais.

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Do topo do ranking da FIFA ao brilho do melhor jogador do planeta, o peso do favoritismo costuma cobrar um preço alto. Compilamos os dados e os fatos históricos que provam como esses tabus moldam o destino das grandes seleções.

O fantasma da Copa das Confederações

A antiga Copa das Confederações funcionava como o ensaio geral perfeito para o Mundial. O torneio reunia os campeões de cada continente um ano antes da grande festa, mas vencer essa competição preparatória virou sinônimo de fracasso logo em seguida.

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Entre 1992 e 2017, foram disputadas dez edições do torneio e nenhuma seleção campeã conseguiu levantar a taça da Copa do Mundo no ano seguinte. O tabu se mostrou tão implacável que nem mesmo as chances em dobro de alguns ciclos quebraram a escrita.

O Brasil foi a maior vítima desse cenário histórico. A Seleção Canarinho faturou o título preparatório em 1997, 2005, 2009 e 2013, mas o preço cobrado nos Mundiais subsequentes foi amargo, acumulando eliminações precoces e vices dolorosos.

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O peso da coroa de Melhor do Mundo

Ter o atleta mais badalado do planeta no elenco parece a receita ideal para o sucesso. Contudo, desde que a FIFA oficializou sua premiação individual em 1991, nenhum jogador eleito o melhor do mundo conseguiu vencer a Copa no ano seguinte.

Mesmo com as mudanças de formato do prêmio e a fusão temporária com a tradicional Bola de Ouro da France Football, a escrita permaneceu intocável. O topo do futebol individual tem se mostrado um fardo pesado demais na hora do torneio de seleções.

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Dois craques brasileiros sentiram na pele o peso desse tabu. Ronaldo foi o melhor do planeta em 1997 e perdeu a final de 1998; anos depois, Ronaldinho Gaúcho repetiu o prêmio em 2005 e caiu nas quartas em 2006, ambos parando na França de Zidane.

A liderança perigosa do ranking da FIFA

Criado em 1993, o ranking oficial da FIFA deveria apontar o grande favorito ao título mundial. Na prática, chegar ao torneio como o número um da lista virou um ímã de zebras e eliminações traumáticas para gigantes do futebol.

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O Brasil sofreu três quedas marcantes enquanto liderava a tabela: o vice em 1998 e as eliminações em 2006 e 2010. A estatística mostra que o favoritismo estatístico gera uma pressão interna que desestabiliza até os elencos mais experientes.

O cenário consegue ser ainda pior para outros gigantes europeus. França em 2002, Espanha em 2014 e Alemanha em 2018 chegaram ao torneio no topo do ranking mundial e foram eliminadas de forma vexatória ainda na fase de grupos.

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A profecia matemática dos 24 anos

Uma das coincidências mais impressionantes da história do futebol envolve o tempo exato de jejum para alcançar o tetracampeonato. Brasil, Itália e Alemanha compartilham uma linha do tempo idêntica, precisando de exatos 24 anos de espera.

A Seleção Brasileira encantou o mundo com o tri em 1970, mas enfrentou mais de duas décadas de frustrações e cobranças. O grito de “é tetra” só foi liberado nos pênaltis em 1994, nos Estados Unidos, sob o comando cirúrgico de Romário.

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Os italianos ergueram sua terceira taça em 1982 e, após baterem na trave na final contra o próprio Brasil, alcançaram o tetra exatos 24 anos depois, em 2006. A Alemanha seguiu o mesmo roteiro exato, triunfando em 1990 e carimbando o tetra em 2014.

Se for assim, a Argentina não ganhará a Copa do Mundo em 2026.