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De Floripa para LA

Assista ao documentário de cineasta catarinense sobre grafite em Los Angeles

Filme de Juliana Sakae traz história de uma artista que espalha corações pelos muros da cidade

14/10/2015 - 08h19 - Atualizada em: 25/10/2015 - 15h14

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Por Redação NSC
Curta sobre antigirl (foto) está disponível gratuitamente na web
Curta sobre antigirl (foto) está disponível gratuitamente na web
(Foto: )

Basta fazer uma pesquisa pelas hashtags #heartlosangeles ou #heartla no Instagram para conferir de longe os famosos corações de Los Angeles criados pela artista Tiphanie Brooke, mais conhecida como antigirl. O projeto, que nasceu como uma forma de resposta ao famoso I Heart New York e levou arte para os muros da cidade dos anjos, inspirou a cineasta catarinense Juliana Sakae a contar mais sobre a artista e seu parceiro Mike Polson. O documentário antigirl está disponível para assistir no site oficial.

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Nascida em Florianópolis e formada em Jornalismo pela UFSC, Juliana está há três anos em Los Angeles, onde fez mestrado em documentário pela New York Film Academy. A ideia para o filme surgiu quando Juliana viu um coração grande escrito Love Life de antigirl em Los Angeles Downtown.

-Pesquisei sobre a artista e descobri que ele tinha sido feito em homenagem ao pai dela, que tinha morrido de câncer. Eu tinha acabado de perder minha mãe para leucemia e achei aquilo tocante: alguém que transformou a dor em esperança e beleza. Entrei em contato com ela perguntando se ela aceitava participar do meu documentário, e ela topou. Mas só depois veio confessar que aceitou apenas por causa da minha história. Se você assistir ao documentário vai ver o quão antissocial ela pode ser- revela Juliana.

Com duração de 13 minutos, antigirl foi produzido como projeto final na NYFA em maio de 2014 com financiamento via crowdfunding e uma equipe composta por brasileiros, chineses, filipinos, russos e árabes.

-Eu tinha acabado de fazer um filme sobre o risco de prédios de concreto em cidades com terremoto, como Los Angeles. Entrevistei sobreviventes do terremoto de Northridge (1994), jornalistas especializados e engenheiros, e foi uma experiência muito pesada. Decidi que eu precisava fazer algo mais leve, sobre arte e esperança-

Desde seu lançamento, em setembro do ano passado, já foi exibido no Los Angeles Film and Script Festival (onde ganhou o prêmio de Melhor Curta-Documentário), no Female Eye Film Festival em Toronto, no Canadá, e em breve será apresentado em uma mostra paralela de filmes feitos por e para mulheres em Oregon. Agora, está disponível de graça e com legendas em português no site oficial.

Em Los Angeles, Juliana já participou de mais de 15 curtas como diretora, produtora e diretora de fotografia. Seu primeiro filme, Bleu et Rouge, produzido em 2009 no Haiti como trabalho de conclusão do curso de Jornalismo, foi apresentado em cinco festivais. A cineasta volta a trabalhar o tema - está em fase de pré-produção de um filme sobre crianças haitianas que cresceram com a tragédia do terremoto na memória. A produção começa em 2016.

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