Rafael Leão, atacante do Milan, resolveu se manifestar por meio das redes na manhã desta quinta-feira (23), após algumas páginas de notícias ligarem o seu nome à investigação contra esquema de prostituição na Itália.
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Veja fotos de Rafael Leão, atacante do Milan
Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, cerca de 50 atletas da elite do futebol italiano estão entre os investigados. No entanto, nenhum nome foi revelado. Apesar disso, a estrela do Milan decidiu se pronunciar e afirmar que não faz parte de qualquer investigação sobre o caso.
— Eu quero deixar claro que não tenho nenhum envolvimento nos fatos investigados. Não estou envolvido e não cometi nenhum crime. Peço a todos que se abstenham de associar meu nome a essa situação de forma arbitrária ou superficial, sem levar em conta a verdade ou o respeito à vida privada. Antes de sermos jogadores de futebol, somos pessoas com famílias e reputações — escreveu o atacante do Milan.
Além disso, Rafael Leão concluiu que instruiu o seu advogado de defendê-lo de “todas as formas contra qualquer pessoa que continue a espalhar notícias falsas ou prejudiciais à minha”.
Relembre o caso
Segundo informações do ge, o início da investigação se deu contra uma empresa suspeita de vender pacotes de festas com prostituição e óxido nitroso, que é conhecido como o gás do riso.
As festas aconteciam em hotéis e casas noturnas de luxo, tanto na Itália como em Mykonos, na Grécia. Ainda de acordo com o ge, a organização do esquema tinha sede em Cinisello Balsamo, uma província de Milão, na Itália, e administrada pelo casal Emanuele Buttini e Deborah Ronchini, que são considerados os dois principais suspeitos. Eles estão em prisão domiciliar, além de outros dois associados, por organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro.
Entenda a possível ligação entre a empresa e jogadores
O início da possível ligação entre a empresa e jogadores, incluindo atletas da Inter de Milão e do Milan, é que muitos seguem o perfil da agência no Instagram. No entanto, o nome dos atletas não foi revelado.
Além disso, a investigação aponta transferência de dinheiro entre os investigadores e a participação de celebridades, empresários e pilotos de Fórmula 1. Segundo o jornal italiano, uma das escutas telefônicas revelou a negociação por uma mulher do Brasil.
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Assim como a legislação brasileira, a prostituição não é crime na Itália, quando a prática é de maneira voluntária. No entanto, a lei prevê que a organização e exploração de terceiros é considerada crime.
A denúncia aponta que mulheres eram forçadas à prostituição pela agência e moravam na sede de Milão, tendo que pagar pela estadia. Elas eram escolhidas pelo jogadores e recebiam metade do valor pago, enquanto o restante ficada com o casal que está em prisão domiciliar.
Segundo informações do ge, a investigação aponta que os contratantes faziam uso de óxido nitroso nas festas. A substância funciona como um sedativo leve em forma de gás, que produz euforia sem deixar vestígios no organismo e não poderia ser apontada no doping.






