nsc

publicidade

Mensalão

Autoridades brasileiras estão prontas para receber Pizzolato, diz Justiça

Juízes disseram que foram apresentadas garantias suficientes sobre as condições das prisões brasileiras em preservarem os direitos humanos

22/09/2015 - 12h34

Compartilhe

Por Redação NSC
(Foto: )

Pouco depois de o governo italiano autorizar a extradição de Henrique Pizzolato, o Ministério da Justiça informou, por meio de nota, que as autoridades brasileiras estão prontas para cumprir o processo, tão logo recebam informações sobre o momento em que será feita a entrega.

A Procuradoria-Geral da República confirmou que o Brasil tomará as medidas necessárias para o cumprimento da decisão de entrega. Em comunicado, o secretário de Cooperação Internacional da PGR, Vladimir Aras, avaliou a decisão italiana como de "suma importância", porque mostra que o país dispõe de estabelecimentos prisionais que podem receber qualquer pessoa para execução penal, "com respeito aos seus direitos fundamentais instituídos na Constituição, nas leis e nos tratados".

Extradição de Pizzolato é adiada até dezembro

Pizzolato faz greve de fome em penitenciária na Itália

Ainda segundo a mesma nota, o Ministério Público Federal já pediu que a Interpol (polícia internacional) fique de prontidão.

O Conselho de Estado da Itália autorizou, na manhã desta terça, a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão, no processo do mensalão. Os juízes rejeitaram recurso apresentado pela defesa de Pizzolato, e disseram que foram apresentadas garantias suficientes sobre as condições das prisões brasileiras em preservarem os direitos humanos.

Governo diz que atuará se Pizzolato recorrer novamente de decisão de extradição

Pizzolato diz que prefere "morrer" a cumprir pena no Brasil

Em junho deste ano, o mesmo conselho, segunda instância da Justiça administrativa italiana, resolveu adiar para setembro a decisão sobre a extradição, pedindo novos documentos e esclarecimentos ao governo brasileiro sobre a situação das penitenciárias do país. A defesa de Pizzolato insistia que os centros detenção no Brasil violavam os direitos humanos.

*Agência Brasil

Deixe seu comentário:

publicidade