O Brasil alcançou um feito histórico nos Jogos Paralímpicos de Inverno nesta terça-feira (10). Cristian Ribera conquistou a primeira medalha do país na história dos jogos, com a prata na prova de sprint do esqui cross-country, classe sitting (atletas que competem sentados), em Milão-Cortina 2026.
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Também nesta terça-feira, a paranaense Aline Rocha atingiu o melhor resultado de uma atleta brasileira no megaevento, com o quinto lugar na prova feminina.
Veja fotos de Cristian Ribera, primeiro medalhista da história do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno
O rondoniense radicado em Jundiaí (SP) conquistou a prata na prova disputada no Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, nas Dolomitas italianas. É a primeira vez que um brasileiro conquista uma medalha na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno. O melhor resultado do país havia sido um sexto lugar, obtido pelo próprio Cristian em PyeongChang 2018.
Campeão da temporada 2024/2025 da Copa do Mundo e vencedor do Globo de Cristal do circuito, Ribera dominou grande parte da final da prova mais rápida da modalidade, com a marca de 2min29s6. Ele foi ultrapassado na reta final pelo chinês Zixu Liu, que fez o tempo de 2min28s9 para ficar com o ouro. Yerbol Khamitov (2min29s9) ficou com o bronze.
Esta foi a terceira vez que o atleta de 23 anos participou dos Jogos Paralímpicos de Inverno: foi sexto colocado nos 15 km, em PyeongChang 2018, e ficou em oitavo nos 20 km, em Pequim 2022.
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— Quero só agradecer meu time. A gente sempre trabalhou muito duro. Minha família estava torcendo, fiz isso por eles. Queria o ouro, foi por muito pouco, mérito do chinês. Foi o sprint final do maior evento. Todo mundo chega muito forte. Os esquis estavam bons. […] Foi muito acirrado. Enfim, sou campeão mundial, do Globo de Cristal e agora é a prata. Estou muito feliz, mais um sonho realizado. Agora a meta é o ouro — disse.
Ribera volta à pista de Val di Fiemme nesta quarta-feira (11), para a prova de 10 km do esqui cross-country. Ele também está inscrito no revezamento misto, e na prova de 20 km, marcadas para os dia 14 e 15 de março, respectivamente.
Melhor resultado feminino da história
A paranaense Aline Rocha foi outra atleta a quebrar recorde histórico do Brasil no dia. Com o tempo de 3min21s00, ela ficou com o quinto lugar na prova feminina do sprint do esqui cross-country, também na classe sitting. Oksana Masters (ouro), Yunji Kim (prata) e a Shiyu Wang (bronze) fizeram o pódio.
O resultado de Aline é o melhor de uma brasileira nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Ela quebrou a própria marca, quando foi a sétima colocada no Biatlo no primeiro dia de competições em Milão-Cortina.
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— É uma emoção imensa. Estou muito feliz de chegar pela primeira vez na final da prova de sprint. […] Eu espero que os resultados que estamos conquistando aqui incentive mais mulheres a conhecer o esporte. O esqui é incrível. […] Eu consegui fazer uma ótima classificatória, uma ótima semifinal. Na final, faltou um pouquinho de braço, mas foi um ótimo resultado. Ainda tem mais — disse.

A paulista Elena Sena também participou da prova, terminando na 16ª colocação, com o tempo de 2min57s52, que não foi suficiente para avançar às semifinais.
Outros três brasileiros entraram em ação no dia. O paulista Guilherme Rocha e o paraibano Robelson Lula terminaram respectivamente na 18ª e na 20ª colocação no sprint do esqui cross-country da classe sitting. Já o paulista Wellington da Silva foi o 19º colocado na classe standing (atletas que competem em pé).
Este foi o primeiro dia de provas do esqui cross-country, que segue até domingo (15). Nos primeiros dias do evento, o Brasil já havia participado das provas de biatlo, com destaque para o sétimo lugar de Aline Rocha na prova de 7,5 km, até então, o melhor resultado do país na modalidade nos Jogos de Inverno.
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*Sob supervisão de Marcos Jordão








