A estrela olímpica alemã Laura Dahlmeier, de 31 anos, morreu nesta quarta-feira, após ficar dois dias presa numa montanha no Paquistão, onde fazia alpinismo. Ela foi uma vítima do desprendimento de rochas no Pico Laila na segunda-feira a 5,7 mil metros de altitude.

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Laura ficou dois dias no local com ferimentos graves e o mau tempo dificultou o resgate. De acordo com a imprensa alemã, a chuva e o vento impediram que helicópteros de resgate tentassem o salvamento logo após o acidente. Uma colega que estava com ela conseguiu acionar o socorro e voltar ao acampamento-base na montanha.

A assessoria de imprensa da atleta confirmou as dificuldades para o resgate. Nesta quarta-feira (30), uma equipe de quatro alpinistas, três americanos e um alemão, com a ajuda de dois auxiliares de expedição locais, chegaram ao corpo da atleta.

Quem era a atleta Laura Dahlmeier

Laura Dahlmeier tinha 31 anos e era atleta de biatlo, tradicional modalidade de inverno, que combina esqui cross-country com tiro esportivo. A alemã foi conquistou duas medalhas de ouro na competição feminina de velocidade 7,5 km e perseguição 10 km do biatlo dos Jogos Olímpicos de Inverno em 2018, na cidade de PyeongChang, na Coreia do Sul. Ela soma ainda outros sete títulos mundiais.

Em 2017, foi eleita a atleta do ano na Alemanha, após uma eleição com mais de 3 mil jornalistas especializados no país. Dois anos depois, aos 25, encerrou a carreira para seguir novos rumos na vida: virar instrutora de escalada e esqui em Garmisch-Partenkirchen, no sul da Alemanha, onde nasceu.

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Segundo a TV alemã DW, Laura Dahlmeier estava nas montanhas do Paquistão com amigos desde o fim de junho. Sua assessoria de imprensa afirmou que no dia 8 de julho, havia escalado com sucesso a Great Trango Tower (6,2 mil metros). Informou ainda que se tratava de uma alpinista experiente e ciente dos riscos que enfrentava no esporte.

Laura participou de várias expedições de montanhismo. Entre elas, a escalada do pico Korzhenevskaya (7,1 mil metros de altitude), no Tajiquistão, em 2023. Em 2024, ela bateu o recorde feminino de escalada do Ama Dablam (6,8 mil metros de altitude) no Nepal.