Um clube tradicional e dono das maiores torcidas do seu Estado está em vias de se tornar SAF. Trata-se de um campeão brasileiro em duas oportunidades, mas que vive um momento delicado na sua história, com necessidade imediata de recuperação nos gramados.
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O Joinville (SC) foi campeão da Série C em 2011 e da Série B em 2014, mas que recentemente caiu para a Série B do Catarinense na temporada 2027. Enquanto isso, o clube avança no movimento de vender sua SAF para uma empresa de São Paulo.
Nesta quarta-feira (25), os membros da comissão criada no clube para tratar do assunto apresentaram a proposta da Sportheca, startup paulista, interessada na negociação com o JEC, aos conselheiros. Em entrevista à CBN Joinville, o coordenador da Comissão da SAF do Joinville Esporte Clube, Edigar Zimermann, deu mais detalhes.
De acordo com o profissional, a proposta é de R$ 150 milhões por dez anos de gestão à frente do Tricolor. O investimento contemplaria futebol, base, dívidas e tudo o que for gerido dentro do Joinville Esporte Clube. O valor é referente a 90% da SAF. Os demais 10% seguem sob o comando do clube associativo. Caberá ao novo parceiro captar esse valor no mercado ou arcar com o aporte do próprio caixa.
— Ou seja, eles vão buscar os recursos dentro da cidade, com patrocínios, mas se não alcançar, o aporte é obrigatório da empresa, com a BR Football, um braço direito da Sporteca — explicou Edigar Zimmermann, coordenador da comissão da SAF do JEC, à CBN Joinville.
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Gestão de dívida e antecipação de receitas
O ponto mais importante citado por Zimmermann é a absorção da dívida do Joinville pela Sportheca.
— Mas não é um valor cheio [de R$ 150 milhões], é um investimento que dali irá abater tudo. A responsabilidade deles com a nossa dívida, pois eles que irão assumir. Se eles gerirem melhor, negociarem melhor, sobra receita a mais para que eles mesmos façam o investimento — complementou.
A negociação entre as partes já dura 15 meses – inclusive a empresa paulista já auxiliou com empréstimos ao clube para a quitação de compromissos do JEC, como salários. Isso gerou um certo incômodo em setores do conselho deliberativo, pela demora na apresentação de uma proposta oficial.
— Minha impressão é que a frustração está mais ligada a esses 15 meses. Embora tenham sido feitos aportes e haja trabalho sendo realizado, entendo que, se isso tivesse acontecido anteriormente, hoje estaríamos prontos para deliberar uma proposta inovadora — avaliou.
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— Em 2025, a Sportheca acenou para o Joinville, de forma proativa e de boa-fé, acreditando no clube e realizando aportes financeiros por meio de empréstimos aprovados pela diretoria. Isso nos ajudou a manter o clube no ano passado — completou.
Próximos passos do processo da SAF
Após a apresentação da proposta oficial da Sportheca — feita no último sábado (21) —, esta foi a quarta reunião realizada internamente no Joinville. Novos encontros serão marcados para a continuidade das discussões, já que não houve aprovação por parte do Conselho Deliberativo.
A Sportheca tem até segunda-feira (30) para responder às dúvidas dos conselheiros. Caso a proposta seja aprovada pelo Conselho Deliberativo, os sócios do clube votarão pela aprovação ou não do negócio.
