O jogador de basquete Kristaps Porzingis, do Atlanta Hawks, é citado em documentos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América.

Continua depois da publicidade

Em um dos arquivos do caso, o próprio Epstein escreveu um e-mail que faz menção a alegações de assédio feitas contra Kristaps Porzingis em março de 2019. As acusações não foram formalizadas e a defesa de Porzingis as nega.

Epstein enviou um e-mail sobre o caso, destinado a uma pessoa não identificada. O ex-empresário escreveu: “Você tem um investigador em quem confia?”.

Em um segundo e-mail, Epstein volta a conversar sobre o caso, dessa vez com o advogado americano David Schoen, pedindo informações adicionais sobre as alegações contra o jogador e debatendo a possibilidade da contratação de um investigador.

A mulher que acusou Kristaps Porzingis apresentou ao New York Knicks, time do jogador na época, um acordo que alegou ter sido assinado por ambas as partes.

Continua depois da publicidade

Por outro lado, a defesa de Porzingis declarou à ESPN que o documento é falso e que, após solicitarem a apresentação do original, não houve qualquer avanço no caso.

É importante ressaltar que Kristaps Porzingis é apenas citado nos documentos, e não há nenhum indício de envolvimento do jogador nos eventos organizados por Jeffrey Epstein.

O que são os Arquivos de Epstein

Os chamados “Arquivos de Epstein” reúnem mais de 300 gigabytes de dados armazenados no sistema eletrônico do FBI, incluindo relatórios de investigação, documentos internos, registros de intimações, memorandos e centenas de formulários 302, usados por agentes para registrar depoimentos de vítimas, testemunhas e suspeitos.

Apesar do enorme acervo, especialistas e jornalistas que acompanham o caso há décadas reforçam que a presença de nomes nos documentos não significa, automaticamente, envolvimento em crimes. A repórter Julie K. Brown, do Miami Herald, considerada uma das principais referências na cobertura do escândalo, já afirmou que investigadores que trabalharam no caso dizem não haver evidências de que Epstein mantinha uma lista formal de clientes.

Continua depois da publicidade