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    Campeão em 1998, Pirès alerta para time jovem da França e critica Neymar: "Tem que ter mais gana"

    Ex-meia do Arsenal se disse decepcionado com o Brasil e acredita que o craque brasileiro precisa dar mais em campo

    13/07/2018 - 13h14

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    Por Redação NSC
    Robert Pirès jogou no Arsenal de 2000 a 2006
    Robert Pirès jogou no Arsenal de 2000 a 2006
    (Foto: )

    Campeão mundial em 1998, pela França, o ex-meia Robert Pirès fez críticas ao atacante Neymar. Hoje comentarista do canal beIN Sports, o ex-atleta do Arsenal acredita que o craque brasileiro precisa ter mais gana em campo, além de se dizer decepcionado com a Seleção Brasileira na Copa 2018.

    — Sabemos que o Neymar é um craque, um dos melhores jogadores do mundo, mas creio que ele tem que fazer mais. É jovem e sei que sofre muita pressão ao usar a camisa do Brasil. Mas ter que dar mais, ter mais gana em campo. Isso é importante para um jogador como ele. Ele tem que ser um exemplo para os demais — criticou, em entrevista ao GaúchaZH.

    Sobre a final da Copa 2018 contra a Croácia, neste domingo (15), Pirès reconheceu o favoritismo francês, mas fez um alerta: o time atual é bem mais jovem que a equipe que conquistou o Mundial em 1998, na França.

    — Creio que os times de 1998 e 2018 têm muitas diferenças entre si. Por exemplo, em 1998 tínhamos muitos jogadores com muita experiência. A seleção francesa atual é muito jovem. Mas acho que o futebol mudou muito e, agora, para ganhar o Mundial, é possível ganhar com uma equipe muito jovem, e a França está demonstrando isso — completou.

    Confira a entrevista com Robert Pirès:

    Quais as semelhanças e quais as diferenças entre a França campeã de 1998 e a seleção atual finalista em 2018?

    Creio que os times de 1998 e 2018 têm muitas diferenças entre si. Por exemplo, em 1998 tínhamos muitos jogadores com muita experiência. Havia atletas com muita experiência na liga da Itália, que era na época a melhor da Europa. Havia muita mescla entre os jovens e os jogadores com mais experiência. Hoje, a seleção francesa atual é muito jovem. Mas acho que o futebol mudou muito e, agora, para ganhar o Mundial, é possível ganhar com uma equipe muito jovem, e a França está demonstrando isso.

    A falta de experiência do time francês em comparação com a Croácia pode ser um problema?

    A Croácia para mim é um dos melhores times da Europa, com muitos bons jogadores, como Rakitic, Modric e Perisic. A grande diferença para nós é que eles têm muita experiência. O que nos salva é que temos Didier Deschamps. Ele já ganhou o Mundial em 1998. Então, creio que as conversas entre ele e os jogadores vão ser muito importantes.

    Vocês venceram a Croácia por 2 a 1 na semifinal em 1998. Quais as semelhanças e quais as diferenças entre a seleção croata da Copa da França e a atual?

    Fazendo essa comparação, as equipes são muito parecidas. Em 1998, quando jogamos contra eles, tinham grandes jogadores, como como Boban, Suker e Prosinecki. A equipe atual eu creio que tem as mesmas características, com jogadores de muito alto nível. O capitão Modric, que é fenomenal, tem muita experiência e sabe o que significa ganhar. Ganhou com o Real Madrid a Liga dos Campeões da Uefa. A Croácia tem um time com capacidade e qualidade para ganhar da França.

    Mas a França é a favorita? Qual o tamanho do favoritismo francês?

    Analisando as duas equipes, creio que a França é favorita. Mas lembremos do que ocorreu neste Mundial. Para mim, quando começou a Copa, tínhamos quatro favoritos: Brasil, Espanha, Alemanha e França. E só a França chegou à semifinal. A França é a favorita, e a Croácia é o azarão. Mas tem que ter cuidado, porque em 1998 o favorito era o Brasil, e nós ganhamos de 3 a 0. Então, tem que ter cuidado.

    Qual a sua opinião sobre a eliminação do Brasil e também sobre as críticas que Neymar sofre por supostamente cair demais?

    Estou um pouco decepcionado com o Brasil, porque no papel é o melhor time do mundo. Não entendo como puderam perder para a Bélgica. No futebol, é muito importante ter concentração na cabeça, porque ser Brasil não é mais suficiente. Tem que dar muito mais em campo, melhorar o jogo. Sobre o Neymar, sabemos que é um craque, um dos melhores jogadores do mundo, mas creio que ele tem que fazer mais. É jovem, e sei que sofre muita pressão ao usar a camisa do Brasil. Mas ter que dar mais, ter mais gana em campo. Isso é importante para um jogador como ele. Ele tem que ser um exemplo para os demais.

    Você acredita então que o Neymar é um craque, mas precisa ter mais gana no campo?

    Eu creio que sim, é um jogador fenomenal. Me encanta. Mas tem que ir a campo com mais gana. Talvez ele pense que só por ser Neymar e ser brasileiro vai fazer as coisas muito bem. Não, cuidado, o futebol de alto nível é muito complicado hoje. É muito diferente.

    Você jogou com Edu Gaspar, diretor de seleções da Seleção Brasileira, no Arsenal. Você acha importante que o Brasil mantenha Edu e Tite na comissão técnica?

    Sim, para mim é importante o Brasil manter Tite e Edu. Os dois trabalharam muito bem. O que passou na Rússia já passou. O mais importante é trabalhar para a próxima Copa do Mundo. Eu gosto do jogo do Brasil. Um ex-jogador como o Edu pode ser importante para dar conselhos a todos. O Brasil tem que ficar com eles.

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