A semifinal da quarta etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL) disputada entre os brasileiros Yago Dora e Italo Ferreira, na Nova Zelândia, foi interrompida por um grave incidente. O fotógrafo Ed Sloane, que trabalhava fazendo a cobertura do evento, foi atacado por um animal marinho e ficou seriamente ferido.

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Ed Sloane deu entrevista ao portal australiano Swellnet e relatou a experiência em detalhes. A semifinal foi paralisada e adiada por cerca de quatro horas, enquanto o fotógrafo recebeu atendimento médico e foi encaminhado ao hospital.

– Eu percebi quase instantaneamente o que estava acontecendo porque ele arrancou meu pé de pato do meu pé, estava longe demais para simplesmente ter flutuado até ali. Foi quando levantei o braço e gritei. Mas, por causa do vento vindo da baía, acho que eles não me ouviram. Acho que Yago e Italo ouviram porque o vento deve ter levado minha voz naquela direção. Levantei o braço e então o jet ski viu. Alguém disse que demorou 18 segundos até me resgatarem, o que é incrível, muito rápido – disse o fotógrafo.

O animal aquático que atacou Ed Sloane não foi identificado. Apesar da forte presença de leões marinhos na região, os médicos acreditam que um tubarão tenha sido responsável pelas mordidas.

– Acho que eles (médicos) estão preocupados com alguns tendões e nervos. Os buracos são bem sérios. São fundos e largos. Parece que fui esfaqueado umas seis vezes – desabafou Ed Sloane.

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O fotógrafo da WSL sofreu ferimentos profundos em seu pé e tornozelo esquerdos. Ele passou por cirurgia na segunda-feira e está em recuperação.

– Não estava apavorado. Eu estava mais tentando entender o que tinha acontecido, porque aquilo tinha me atingido, obviamente, mas tudo estava confuso. Eu estava usando uma meia por baixo do pé de pato e ela ficou cheia de buracos, e minha roupa de borracha também ficou furada. Aí arranquei a meia e o sangue começou a jorrar. Aí eu entrei em choque pesado. Fiquei super emotivo, deitado no Kaipo (Guerrero), muito abalado e sem conseguir entender direito. Acho que era o choque mesmo – relatou Ed.