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Desaparecida

Caso Emili ganha novos elementos para a investigação no Norte de Santa Catarina

Testemunhas disseram à polícia que o pai de Emili, Alexandre Anacleto, estava sozinho e sem a menina antes de desaparecer. Menina pode estar com outra mulher

29/05/2014 - 03h59

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Por Redação NSC
Josenilda (E), mãe de Emili, está sem notícias da filha há mais de uma semana
Josenilda (E), mãe de Emili, está sem notícias da filha há mais de uma semana
(Foto: )

Quatro pessoas ouvidas pela Polícia Civil em Barra Velha reforçam a tese de que Alexandre Anacleto, 31 anos, pai de Emili, de um ano e 11 meses, não estava com a menina na quinta-feira, dia em que o carro dele foi encontrado queimado na praia de Itajuba, em Barra Velha.

No veículo, que foi encontrado completamente destruído, havia um corpo dentro que pode ser o do pai da garota. Emili está desaparecida desde que foi retirada por Alexandre da casa da mãe, em Jaraguá do Sul, na quarta-feira da semana passada.

As testemunhas foram ouvidas pelos três delegados que montaram uma espécie de força-tarefa para investigar o sumiço de Alexandre e Emili: a delegada Milena de Fátima Rosa, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Jaraguá do Sul; o delegado de Barra Velha, Wilson Masson; e o responsável pela delegacia especializada em pessoas desaparecidas do Estado, Wanderlei Redondo.

Segundo a delegada Milena, as quatro pessoas viram Alexandre na quinta-feira, em momentos diferentes do dia, e nenhuma delas viu a criança com ele. Esse é um dos fatos que dão mais esperanças de encontrar a menina com vida. O outro é o depoimento da mãe de Alexandre. Ela teria dito à polícia que o filho, antes de sumir, garantiu que a menina estava bem.

Menina pode estar com outra mulher

- A mãe da Emili informou que ele (Alexandre) ligou na quinta-feira dizendo que não voltaria mais, mas que não faria nada contra a filha porque a amava muito - disse.

Uma terceira suspeita é a de que a menina possa estar com algum conhecido ou com uma mulher que mantinha relacionamento recente com Alexandre. A mãe e a avó de Emili informaram que ele tinha uma namorada em Itajaí, mas a polícia ainda não conseguiu confirmar a identidade dela, nem o endereço.

Alexandre teria recebido ameaças

Um dos depoimentos pode mudar a linha de investigação da polícia. Além de um boletim de ocorrência registrado por Alexandre em 17 de março, denunciando ter recebido ameaças de morte, um dos bombeiros que atendeu à ocorrência levantou a hipótese de que o homem que estava no carro tinha um dos braços quebrados. O IML de Itajaí confirmou apenas que a pessoa morreu queimada.

Conforme o delegado da unidade especializada em pessoas desaparecidas, Wanderley Redondo, as informações deverão ser reavaliadas pela polícia nos próximos dias, quando cada uma das pessoas envolvidas será ouvida, incluindo os familiares da menina Emili.

- Precisamos aprofundar a investigação para entender se ele foi assassinado e, principalmente, se o corpo é dele - disse Redondo.

O delegado não descarta a hipótese de que o pai esteja com a menina em outro lugar e o corpo encontrado no carro seja de outra pessoa. O veículo foi abandonado na quinta-feira passada na praia de Itajuba, em Barra Velha.

Para ajudar

Quem tiver informações sobre o paradeiro da menina deve ligar para a Polícia Civil de Jaraguá do Sul, no telefone (47) 3370-0331, ou para o Disque Denúncia da Polícia Civil: 181.

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