Para um grupo de amigos do Sul de Santa Catarina, o planejamento a cada quatro anos tem um destino obrigatório: a Copa do Mundo. Desta vez, a jornada levou os torcedores até os Estados Unidos para acompanhar de perto a Seleção Brasileira. Apesar da euforia, a realidade financeira desta edição é bem diferente das anteriores.
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Confira imagens do estádio onde a Seleção Brasileira faz a 2ª partida na Copa do Mundo 2026
Os catarinenses marcaram presença no MetLife Stadium na estreia do Brasil contra o Marrocos e já estão com as próximas duas partidas da fase de grupos garantidas no roteiro.
— A emoção de ver o Brasil na Copa acho que todo fã deveria sentir na vida. Fiquei arrepiado do primeiro momento até a hora de ir embora — conta o advogado Marcos Spilere, um dos integrantes do grupo, em entrevista à NSC TV.
Apesar da festa, quem já carimbou o passaporte em outras Copas do Mundo sente o peso no bolso. É o caso do administrador Wagner Ghislandi, que esteve nos torneios do Brasil (2014), da Rússia (2018) e do Catar (2022).
— Na Rússia, a passagem aérea foi cara, mas o ingresso e a hospedagem foram baratos. No Catar, os bilhetes também eram acessíveis. Mas nos Estados Unidos, o ingresso está muito caro — compara Ghislandi.
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Inflação dos bilhetes e o perigo dos cambistas
O sonho americano de assistir à Seleção Brasileira virou um desafio financeiro e logístico. Além dos valores oficiais altos, a escassez de entradas empurra muitos torcedores para o mercado de cambistas.
O humorista Gustavo Metzner alertou sobre os perigos do mercado paralelo e relatou a dificuldade para encontrar acessos disponíveis pelos canais oficiais.
— Não consegui ingresso, e não é nem pelo preço, porque bem “parceladinho” a gente daria um jeito de pagar. O problema é que simplesmente não tem disponibilidade. O risco é pagar de R$ 8 mil a R$ 10 mil em uma entrada ilegal e ainda correr o risco de ficar para fora do estádio — afirmou.
Quem consegue garantir uma vaga legalmente desembolsa quantias altas. Os torcedores chegam a pagar mais de R$ 3,5 mil por um único bilhete de fase de grupos. O motorista Pedro Schmitt garantiu assentos para o confronto entre Brasil e Haiti e abriu a carteira.
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— Paguei cerca de 700 dólares (R$ 3,8 mil na cotação atual) por cada ingresso. Viemos eu e meu filho de 18 anos para aproveitar esse momento único entre pai e filho — relata.
Fora da realidade até para moradores locais
Até mesmo quem mora perto dos estádios norte-americanos precisou abrir mão de assistir aos jogos devido ao orçamento. A gerente de produtos Marianna Severgnini mora há 12 anos em Morristown, no estado de New Jersey, bem perto de onde a Seleção se apresentou. No entanto, a empolgação inicial deu lugar à frustração ao checar os preços.
— Está realmente muito caro. O custo de vida aqui na cidade é caro. E aí não teve como, custo para ir ver o jogo, para a comida. Dessa vez não teve jeito, quem sabe na próxima — lamenta Marianna.
Embora a Fifa tenha divulgado que os ingressos mais populares custavam a partir de 60 dólares na abertura das vendas, o cenário nos jogos de grande apelo é diferente. Para se ter uma ideia, os bilhetes para a grande final da Copa do Mundo, marcada para o dia 19 de julho, já alcançam a casa dos R$ 50 mil no mercado de revenda.
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—O futebol deixou de ser feito para quem realmente ama o esporte e acabou virando um evento para grandes marcas. O preço poderia ser um pouquinho menor — conclui Gustavo Metzner.
*Sob supervisão de Marcos Jordão







