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Sem grana

Chapecoense avalia venda de mando de campo e irrita torcida 

Empresa ofereceu R$ 1 milhão para jogos contra Corinthians e Flamengo

09/08/2019 - 19h37 - Atualizada em: 09/08/2019 - 20h34

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Darci
Por Darci Debona
Chapecoense 0 x 0 Bahia
No empate contra o Bahia foram 5,7 mil torcedores e renda de R$ 113 mil
(Foto: )

A possibilidade de vender o mando de campo para os jogos contra o Corinthians, previsto para o dia 25 de setembro, e contra o Flamengo, previsto para 6 de outubro, irritaram boa parte da torcida.

O assunto veio à tona com a publicação do edital de convocação do Conselho Deliberativo para o dia 19 de agosto, às 18h em primeira chamada e 19h em segunda chamada, no Hotel Bertaso, em Chapecó.

O item da venda de mando de campo aparece entre medidas para o equilíbrio financeiro do clube, junto com diminuição de despesas, empréstimos bancários e outros.

A notícia gerou reclamações de muitos torcedores nas redes sociais, alguns ameaçando suspender o pagamento da carteira de sócio.

Diante da repercussão a diretoria publicou uma nota afirmando que a medida pode ajudar a equilibrar as contas do clube e que as obras de melhorias da nova iluminação podem não estar prontas até esses jogos.

O vice-presidente administrativo e financeiro do clube, Paulo Magro, reconhece que o clube passa por um momento de dificuldade financeira, que a bilheteria do estádio está abaixo do esperado. Mas disse que possibilidade de vender o mando de campo não se deve ao baixo público e sim a uma proposta recebida.

-Recebemos uma proposta de uma empresa que ofereceu mais de R$ 1 milhão limpo para cada um desses dois jogos A direção poderia ter decidido sobre isso mas com o objetivo de dar mais transparência estamos consultando o Conselho Deliberativo. Também tem a questão da iluminação. A CBF deu um prazo até agosto, conseguimos uma prorrogação até setembro mas, se não estiver pronta há o risco de termos que mandar as partidas fora. – disse Magro.

A Chapecoense já investiu mais de R$ 500 mil na base das quatro torres novas e a Prefeitura vai utilizar R$ 3,4 milhões de um recurso do Governo Federal para melhorias da Arena Condá, na iluminação. Com isso a capacidade vai passar de 300 lux para 2,5 mil lux. A exigência da CBF é de 800 lux.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que as obras estão dentro do cronograma, que não está vinculado ao que a CBF estipulou, e que a terceira torre chega no dia 15 de agosto.

Sobre a situação financeira do clube vice-presidente administrativo e financeiro disse que neste mês houve um atraso no pagamento, mas que já foi conversado com os funcionário se jogadores e tudo será acertado no início da próxima semana, com uma parcela da venda do goleiro Jandrei para a Sampdoria.

Magro disse que o clube arrecadou até o momento R$ 10 milhões a menos do que o previsto. Havia previsão de receber R$ 10 milhões na venda dos jogos para o exterior e até o momento a CBF só confirmou R$ 1,8 milhão e, com descontos, deve sobrar R$ 1,2 milhão para o clube.

A má campanha no Brasileirão resultou na perda de R$ 800 mil a menos com sócios que deixaram de pagar. Isso também ocorreu com a bilheteria do público que não é sócio. A previsão era de R$ 4 milhões no ano e, até o momento, foram somente R$ 700 mil. Contribuíram para isso um temporal no jogo contra o Inter e temperatura muito baixa no jogo contra o Palmeiras, que estavam entre as principais previsões de renda.

Além disso o clube tem uma previsão de pagamento de R$ 10 milhões neste ano em acordo com familiares das vítimas do acidente aéreo de 2016, na Colômbia. O Conselho Deliberativo autorizou o clube a firmar acordos, que são parcelados em até dez anos.

Outra despesa extra foi com rescisões dos técnicos Claudinei Oliveira e Ney Franco. Mas já foram menos impactantes que as do ano passado, de Gilson Kleina e do diretor-executivo Rui Costa, segundo Magro.

No entanto a previsão é de que as despesas, que foram orçadas em R$ 98 milhões, passem dos R$ 100 milhões. Já as receitas, estimadas em R$ 98 milhões, devem cair para R$ 88 milhões.

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