A prisão do senador petista Delcídio Amaral na manhã desta quarta-feira repercute em lideranças do partido em Santa Catarina. Presidente licenciado do PT local e diretor financeiro da Eletrosul, Claudio Vignatti ameniza o impacto disso no partido e na estatal, em que o parlamentar ocupou cargo no começo dos anos 1990. Alvo da Operação Lava-Jato, Delcídio é de Corumbá (MS), mas tem forte ligação com Florianópolis, onde residiu.

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Vignatti elogia a capacidade de articulação política do senador petista, líder do governo na Casa, mas desconhece ligação do sul-matogrossense com o PT catarinense, o que não traria desgaste ao partido.

– O Delcídio é uma pessoa muito querida no Senado, tanto é que o governo tem conseguido aprovar propostas. Ele tem desenvoltura. Está no PT hoje, mas quando foi diretor da Eletrosul não estava vinculado ao partido. Sei que ele tem relação com o Estado, mas a gente não tem relação de aproximação com ele. Ele vem veranear aqui apenas – afirma Vignatti.

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O presidente licenciado do PT/SC defende que haja apuração do caso e prefere esperar para se manifestar a respeito. Para Vignatti, a prisão também não traz prejuízo direto à Eletrosul, pois, conforme ele, não há um elo entre Delcídio e a estatal em um período recente.

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– Da diretoria que está aqui hoje ninguém foi diretor com ele (Delcídio). Isso foi na época do Collor e do FHC. Ele não teve mais atuação aqui dentro neste último período. Que eu saiba, não há nenhum tipo de relação na Eletrosul – finaliza Vignatti.

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