O afastamento de Ednaldo Rodrigues do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quinta-feira (7) deixa a entidade sob risco de suspensão da Fifa. Há a possibilidade de intervenção da entidade máxima do futebol e da Conmebol na CBF caso estas entidades concluam que houve descumprimento de suas normas.

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Na semana passada, a Fifa enviou um comunicado à CBF, alertando sobre a possível suspensão caso Ednaldo Rodrigues fosse retirado da presidência “por influência indevida de terceiros”. A entidade máxima do futebol mundial não tolera interferências externas como a da Justiça Comum no andamento de suas confederações.

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O Estatuto da Fifa diz que suas entidades devem gerir o futebol de forma independente. A Conmebol também já analisa o caso da saída do presidente da CBF do cargo por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A suspensão da CBF afetaria a participação de clubes brasileiros em competições ligadas à Fifa, como o Mundial de Clubes, a Libertadores e a Sul-Americana. De acordo com o UOL, a presença do Fluminense no Mundial de Clubes deste ano está confirmada.

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Entenda por que Ednaldo Rodrigues foi retirado do cargo de presidente da CBF

O Termo de Acordo de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público e a CBF em 2022, que levou Ednaldo à presidência da entidade, foi reconhecido como ilegal pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Por isso, Rodrigues foi retirado do cargo.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz, vai assumir a presidência da CBF pelo prazo de 30 dias. Durante este tempo, a entidade deve organizar novas eleições.

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Em 2017, a CBF foi contestada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por causa de uma Assembleia Geral que mudou as regras eleitorais da entidade. Sob essas novas regras, criadas sem a participação dos clubes, que Rogério Caboclo foi eleito para suceder Marco Polo del Nero de 2019 até 2023.

Quando Caboclo foi retirado do cargo após denúncias de assédio, a Justiça anulou sua eleição, de seus vices e determinou uma intervenção na CBF, derrubada pouco tempo depois. Em agosto de 2021, os vice-presidentes nomearam Ednaldo como presidente até o fim do mandato que seria de Caboclo, em abril de 2023.

Em março de 2022, Ednaldo e o MP-RJ assinam um Termo de Ajustamento de Conduta estabelecendo novas regras eleitorais na CBF e sob elas ele se elegeu presidente da entidade. Tal acordo agora foi considerado ilegal.

À época, alguns vice-presidentes contestaram o TAC sob a alegação de que um interino não poderia fazê-lo. Além disso, o acordo poderia ser usado em benefício próprio do mandatário.

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Confira quanto cada time faturou na premiação do Brasileirão 2023:

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