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Mãos na massa

Comer fora de casa pode engordar mais, diz pesquisa

Optar por restaurantes pode resultar no consumo de mais gordura e sódio

08/07/2015 - 12h32

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Por Redação NSC
(Foto: )

Pesquisadores americanos afirmam que fazer refeições fora de casa, seja em restaurante ou em redes de fast-food, pode resultar em mais calorias acumuladas ao final do dia. Isso acontece devido a maior quantidade de gorduras, colesterol e sódio geralmente usados na preparação da comida nesses estabelecimentos.

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A pesquisa foi realizada por uma equipe da Universidade de Illinois, dos Estados Unidos, e teve os resultados publicados no European Journal of Clinical Nutrition. As informações para a análise foram fornecidas por mais de 18 mil participantes de uma coleta de dados feita entre 2003 e 2010 pelo Centro Nacional de Estatísticas Médicas daquele país.

Embora restaurantes costumam oferecer maior variedade de alimentos com nutrientes - vitaminas, potássio e ômega 3 -, pesquisadores observaram que as pessoas que comeram fora de casa, em comparação àqueles que prepararam suas próprias refeições, ingeriram maior quantidade de colesterol: 58mg diários a mais. Os participantes que comeram fast-food ingeriram 10mg a mais de colesterol em relação àqueles que comeram em casa.

Considerando a quantidade de gorduras totais, os que se alimentaram fora de casa consumiram cerca de 10g a mais. Os que foram para uma rede de fast-food ingeriram 3,49g de gordura saturada a mais ao final do dia, e os que optaram pelo restaurante, 2,46g a mais.

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Comer em restaurantes somou, em média, 0,4mg a mais de sódio diários, em comparação a 0,3 mg para a turma dos fast-foods. A recomendação da OMS para o consumo diário de sódio é de 2g.

A quantidade de calorias ingeridas também foi maior para aqueles que optaram por comer fora de casa: em média, 200 a mais ao final do dia, em comparação aos outros.

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- O sódio adicional é o que mais preocupa, já que os americanos, em média, já estão acima do limite máximo recomendado. Isso pode representar um problema significativo de saúde pública, aumentando o risco de hipertensão e de doenças cardíacas - alerta Ruopeng An, professor da Universidade de Illinois.

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