Com o início dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, o curling reafirma sua posição como um dos esportes mais esperados do evento. Apelidada de “bocha no gelo”, a modalidade exige uma precisão que começa muito antes do arremesso: na composição geológica única de suas pedras. As informações são da revista Galileu.

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Veja fotos das pedras de curling usadas nos Jogos Olímpicos de Inverno

Diferente de outros equipamentos esportivos, as pedras olímpicas têm origem restrita a dois locais no mundo: a ilha escocesa de Ailsa Craig e a pedreira de Trefor, no País de Gales. O que as torna especiais é a raridade de seus granitoides, rochas ígneas formadas pelo resfriamento do magma, que oferecem a resistência necessária para décadas de uso.

Uma pedra de curling não é um bloco uniforme. Ela é projetada com duas áreas funcionais distintas que exigem tipos diferentes de granito.

A parte inferior, que desliza sobre o gelo, utiliza o granito azul de Ailsa Craig. A estrutura de grãos pequenos e uniformes dessa rocha minimiza o desgaste e evita que a água penetre.

A faixa lateral, feita para colisões, demanda o granito verde, da Escócia, ou os granitos azul e vermelho, de Gales. Nestas áreas, a distância entre os grãos é maior, o que absorve o choque dos impactos e evita danos estruturais.

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Cada pedra custa, em média, 600 dólares (cerca de R$ 3,1 mil). No entanto, a durabilidade justifica o preço, com uma vida útil estimada entre 50 e 70 anos.

Em 2026, a tradição está mantida. As pedras que deslizam pelas pistas italianas vêm quase exclusivamente da Escócia, berço oficial do esporte.