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Remédio polêmico

Conselho de Medicina regulamenta uso de canabidiol em São Paulo

Componente químico derivado da maconha é usado para tratar epilepsias graves

13/10/2014 - 12h11 - Atualizada em: 13/10/2014 - 12h58

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Por Redação NSC
Pesquisas mostram que o CBD não produz efeitos colaterais como os da maconha, causados pelo composto THC
Pesquisas mostram que o CBD não produz efeitos colaterais como os da maconha, causados pelo composto THC
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O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) regulamentou a prescrição do canabidiol (CBD), substância encontrada na maconha e eficaz no controle de diversas doenças, principalmente como anticonvulsivo.

O composto é proibido no Brasil, mas a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) já liberou a importação para 113 casos desde abril - 39 aguardam a aprovação. São Paulo é o primeiro Estado brasileiro a regulamentar o uso do CBD.

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Com a resolução 268/2014, publicada em 9 de outubro, o Cremesp regulamenta o uso do canabidiol em casos de epilepsias mioclônicas graves em bebês e crianças, quando não há resultado nos remédios hoje disponíveis. Só poderão prescrever a substância médicos com registro profissional em São Paulo.

Em nota, o conselho afirma que "a medida baseia-se em estudos consistentes que têm demonstrado o potencial do canabidiol em diminuir a frequência de crises convulsivas entre esses pacientes".

Segundo o vice-presidente do Cremesp, Mauro Aranha de Lima, a principal justificativa para seu uso é a não efetividade dos medicamentos convencionais nessa forma grave de epilepsia, "o que acaba por levar os lactentes e as crianças acometidas, na sequência inexorável de múltiplas crises convulsivas, a retardo mental profundo e até mesmo à morte".

Pesquisas mostram que o CBD não produz efeitos colaterais como os da maconha, causados pelo composto THC.

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