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Contas inativas do FGTS: confira dicas para usar o dinheiro conforme a sua necessidade

Pagamento das contas inativas começa nesta sexta, dia 10 de março, para os nascidos em janeiro e fevereiro. Quitar dívidas deve ser a primeira opção, mas também há margem para investir. 

09/03/2017 - 11h49 - Atualizada em: 15/03/2017 - 10h57

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Por Redação NSC
Faça um diagnóstico completos das suas contas para identificar o melhor destino para dar ao dinheiro
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Para 4,8 milhões de brasileiros, amanhã, dia 10 de março, pode ser o dia para sair do vermelho, limpar o nome e retomar o controle financeiro. Esse é o número de trabalhadores, nascidos em janeiro e fevereiro, que têm direito a sacar os valores depositados nas contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). São quase R$ 6,96 bilhões disponíveis somente neste início de pagamentos, equivalente a 15,9% do total disponível e que será pago até 31 de julho.

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Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 38% dos trabalhadores que farão os saques das contas inativas pretendem eliminar dívidas. Já 34% querem pagar contas do dia a dia. Foram ouvidas 801 pessoas em todas as capitais brasileiras.

– Esse dinheiro pode ajudar o cidadão afetado pela crise a limpar o nome e recuperar seu crédito. Reduzir a inadimplência traz um impacto positivo sobre a economia – avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Somente poderá sacar o valor das contas o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015, estando ou não fora do regime do FGTS. Antes da Medida Provisória que liberou o saque, somente era possível colocar a mão no dinheiro ficando três anos fora do regime do Fundo, na aposentadoria, para moradia ou doenças previstas em lei.

Diagnóstico

Mas para ocorrer essa virada nas finanças, é preciso um diagnóstico do orçamento para saber como o dinheiro poderá ajudar.

– Muitas pessoas usam rendas extras sem considerar a situação financeira atual. Portanto, procure levantar seus números e ter consciência se está em situação de equilíbrio, endividamento, inadimplência ou se é investidor. O ideal é que a quantia possa melhorar a qualidade de vida da pessoa e da família, não apenas agora, mas especialmente no futuro – orienta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

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A lógica é usar de forma planejada o reforço que chega com o pagamento das contas inativas do FGTS e não sair gastando sem pensar. Quem estiver com contas penduradas deve ser certeiro e usar o valor para quitar dívidas. Antes, se sugere fazer uma negociação com o credor para reduzir os juros. Para ele, a vantagem será receber tudo de uma só vez. Quem está mais folgado pode pensar em antecipar prestações ou até investir (veja sugestões abaixo).

Mesmo antes do diagnóstico no orçamento, é fundamental sacar o quanto antes. O dinheiro parado é sinônimo de desperdício, já que o rendimento do FGTS é o mais baixo do sistema financeiro – 3% ao ano mais Taxa de Referência (TR). A recomendação é retirar o dinheiro nem que seja para realocar na caderneta da poupança (que rende 6,17% ao ano mais TR). Além disso, o trabalhador que não retirar o que tem direito até 31 de julho só poderá sacar pelas regras anteriores do FGTS.

Use o dinheiro de acordo com o seu perfil

Quem tem contas em atraso

- Use 100% para abater dívidas que possam estar sujando seu nome.

- Entre em contato com os credores e negocie desconto para o abatimento em troca do pagamento total da conta.

- Se não puder pagar todas as dívidas, priorize aquelas de serviços básicos (água, luz e telefone) e as com juros altos (cartão de crédito e cheque especial).

Quem tem contas parceladas sem atraso

- Avalie se vale a pena antecipar o pagamento das parcelas, ou se é melhor fazer algum tipo de aplicação.

- Geralmente, a primeira opção é melhor. O juro do empréstimo ou crediário costuma ser maior do que o rendimento das aplicações mais comuns.

Quem está sem dívidas

- Pode ser o momento para aquela compra há tempo esperada.

- Com dinheiro na mão, você pode negociar descontos para o pagamento à vista.

- Trace uma meta de médio prazo e guarde parte do dinheiro para alcançá-la. Do contrário, a grana pode evaporar com gastos supérfluos.

Invista de acordo com o valor que vai receber

Até R$ 3 mil

- Títulos do tesouro pagam mais do que a poupança e têm baixíssima taxa de administração.

- Uma vantagem é que são aceitas aplicações a partir de R$ 30, oferecendo condições iguais para qualquer faixa de valor.

- A Caderneta de Poupança também é uma opção a ser levada em conta nessa situação pela facilidade de manutenção.

Entre R$ 3 mil e R$ 5 mil

- Os títulos do Tesouro continuam sendo interessantes, mas também começam a surgir rendimentos mais altos para CDBs e Letras de Crédito (LCIs) e (LCAs).

- Pode ser vantagem procurar aplicações em bancos menores que pagam juros mais altos do que as instituições financeiras mais conhecidas – e todas têm a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Acima de R$ 5 mil

- Os fundos DI passam a oferecer rendimento um pouco mais atraente a partir dessa faixa de aplicação.

- É preciso estar atento à taxa de administração que será cobrada, que pode corroer parte do lucro.

- Os Títulos do Tesouro continuam sendo interessantes, em particular atrelados à inflação (que pagam um bônus adicional ao IPCA).

Fonte: Easynvest, Fadergs, Instituto Dsop e Órama.

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