A expansão da Copa do Mundo de 2026 para 48 seleções ampliou o mapa do futebol e estabeleceu um recorde inédito de herança genética nos gramados da América do Norte. Ao todo, 12 jogadores inscritos nesta edição carregam no DNA a experiência direta de pais que disputaram o maior torneio do planeta. O fenômeno une nostalgia e o surgimento de novas dinastias esportivas em seleções tradicionais e emergentes.
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Nomes como Erling Haaland, da Noruega, e Marcus Thuram, da França, deixaram de ser promessas associadas aos pais para assumir o protagonismo em suas equipes. Essa transição geracional movimenta os bastidores da FIFA e atrai a atenção de torcedores conectados pelas memórias dos torneios passados.
O caminho de seguir o roteiro paterno ganhou contornos particulares em 2026. O caso de maior repercussão envolve o goleiro Luca Zidane. Filho do campeão mundial Zinedine Zidane, Luca optou por não vestir a camisa da França. O jogador decidiu defender a seleção da Argélia, terra natal de seus avós, protagonizando uma das escolhas de dupla nacionalidade mais comentadas desta edição.
Por outro lado, filhos seguem o caminho dos pais pelo mesmo país. Marcus Thuram busca repetir o feito de seu pai, Lilian Thuram, campeão mundial com a França em 1998. Em Portugal, o atacante Francisco Conceição veste as cores do país anos após seu pai, Sérgio Conceição, disputar a Copa do Mundo de 2002 na Coreia do Sul e no Japão.
O renascimento de parcerias históricas nos vestiários
A Copa do Mundo de 2026 também promove o reencontro de sobrenomes que atuaram juntos no século passado. Na edição de 1994, realizada nos Estados Unidos, a Noruega contava com o goleiro Erik Thorstvedt e o meio-campista Alf-Inge Haaland. Trinta e dois anos depois, os filhos Kristian Thorstvedt e Erling Haaland reeditam a parceria como destaques da equipe nórdica.
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O mesmo cenário se repete na seleção dos Estados Unidos:
- Passado: Claudio Reyna e Gregg Berhalter dividiram o vestiário americano nas Copas de 2002 e 2006.
- Presente: Os filhos Giovanni Reyna e Sebastian Berhalter lideram a nova geração do futebol dos EUA em casa.
A árvore genealógica mais profunda do torneio pertence a Justin Kluivert, da Holanda. Além de ser filho de Patrick Kluivert, destaque holandês em 1998, ele é neto de Kenneth Kluivert, ídolo da seleção do Suriname na década de 1960.
O mapa das dinastias na Copa de 2026
Os laços familiares cruzam diferentes seleções e continentes nesta edição histórica do Mundial da FIFA:
- Giovanni Reyna (Estados Unidos): Meio-campista, filho do ex-capitão Claudio Reyna (EUA – 1994, 1998, 2002 e 2006);
- Luca Zidane (Argélia): Goleiro, filho de Zinedine Zidane (França – 1998, 2002 e 2006);
- Erling Haaland (Noruega): Atacante, filho de Alf-Inge Haaland (Noruega – 1994);
- Giuliano Simeone (Argentina): Atacante, filho do ex-meio-campista e atual treinador Diego Simeone (Argentina – 1994, 1998 e 2002);
- Marcus Thuram (França): Atacante, filho do ex-defensor Lilian Thuram (França – 1998, 2002 e 2006).
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