A conquista da Copa do Mundo representa o ponto mais alto na carreira de qualquer jogador de futebol profissional, mas o torneio também é marcado por injustiças históricas.

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Ao longo das décadas, alguns dos maiores craques de todos os tempos desfilaram talento nos gramados do planeta sem nunca conseguir colocar as mãos no troféu dourado.

Além de Neymar e Cristiano Ronaldo, nomes fortes deste século, outros gênios da bola viveram uma carreira de exímia qualidade e conquistas, mas nunca tiveram o prazer de erguer uma Copa do Mundo.

Muitas dessas lendas bateram na trave em finais dramáticas ou sofreram por defender nações sem grande tradição, por ser o Mundial uma competição curta, na qual detalhes definem o campeão.

Abaixo, relembramos quatro gênios da bola que marcaram gerações inteiras e deixaram seus nomes gravados na história do esporte mesmo sem o título de campeão do mundo.

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Johan Cruyff e a revolução da Laranja Mecânica

O craque holandês comandou o carrossel tático da seleção da Holanda que encantou o planeta e revolucionou a forma de jogar futebol na década de 1970.

Cruyff disputou apenas a edição de 1974 na Alemanha Ocidental, terminando o torneio eleito como o melhor jogador da competição após eliminar gigantes como Argentina e Brasil.

A equipe europeia acabou derrotada na grande final pela anfitriã Alemanha, por ser este um dos resultados mais lamentados por quem valoriza o futebol ofensivo e inovador.

Zico e a mágica geração brasileira de 1982

O Galinho de Quintino é amplamente considerado um dos maiores jogadores brasileiros pós-Era Pelé e o grande símbolo do futebol arte que encantou o mundo na Espanha.

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O Camisa 10 liderou um dos times mais técnicos da história da Seleção Brasileira, brilhando ao lado de craques memoráveis como Sócrates, Falcão e Cerezo.

A eliminação diante da Itália na tragédia do Sarriá impediu a coroação daquele elenco inesquecível, por ser a falta desse título a maior injustiça da carreira do ídolo flamenguista.

Ferenc Puskás e os mágicos magiares da Hungria

O atacante húngaro dominou o cenário do futebol europeu nos anos 1950, liderando uma das seleções mais avassaladoras e temidas que o mundo já testemunhou.

A Hungria chegou para a final da Copa do Mundo de 1954 ostentando uma invencibilidade histórica e com o status de campeã virtual devido ao seu desempenho avassalador.

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A surpreendente derrota por 3 a 2 para a Alemanha Ocidental na final privou o maior artilheiro de sua época de erguer a taça, por ser aquele jogo conhecido como o milagre de Berna.

Paolo Maldini e a soberania defensiva da Itália

Considerado por muitos analistas como o maior defensor de todos os tempos, o ex-zagueiro italiano viveu uma história de enorme longevidade no torneio mundial.

Maldini disputou quatro edições da Copa do Mundo entre os anos de 1990 e 2002, alcançando a decisão por pênaltis na final contra o Brasil em solo norte-americano.

O jogador acabou se aposentando da seleção antes da conquista do tetracampeonato italiano em 2006, por ser esse um dos desencontros mais marcantes do futebol moderno.

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