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    Opinião

    É difícil analisar se a opção por Márcio Goiano é acerto ou apenas mais uma aposta do Figueirense

    16/02/2017 - 10h01

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    Por Redação NSC
    Marcos Castiel, editor de Esportes
    Marcos Castiel, editor de Esportes

    A mais difícil e cruel opinião a ser dada é aquela que vem cravejada da partícula "se". Tão usado no português, com tantas funções gramaticais, o "se", no futebol, é um perigo.

    O "se" costuma ser usado como uma conjunção subordinativa condicional: trocando em miúdos, é o famoso "pode ser que vá acontecer, se...".

    Tem até um termo bastante comum entre os boleiros e torcedores: "O 'se' não entra em campo".

    Pois é, avaliar a escolha do novo técnico do Figueirense, Márcio Goiano, sem recorrer ao "se" é fatal para o cronista.

    Até porque o histórico do clube com a escolha de técnicos têm sido de muitos trabalhos infrutíferos, o que coloca sempre uma série de dúvidas em tudo e em todos.

    A tendência é aprovar a contratação. Pela identificação do personagem Goiano com o clube e com a torcida; também por ótimos trabalhos no próprio clube.

    Mas há a sensação de que a cartada pode funcionar, se...

    Se realmente Goiano não estiver numa fase acomodada da carreira, que, como treinador, nunca decolou rumo a um grande clube brasileiro.

    Se não estivermos enganados quanto à qualidade do grupo montado pelo Figueirense.

    Se ele conseguir resgatar, junto a um grupo de jogadores extremamente frio, um sentimento de vontade e garra, tão necessários para uma Série B e também para o resgate da confiança da torcida.

    Vejam, só nos três parágrafos anteriores, foram três condicionais para um futuro menos complexo em relação ao Alvinegro.

    Como o "se" não joga, vamos dar um voto de confiança a Goiano, para que seu trabalho mude o complicadíssimo rumo de início de ano, que ameaça reproduzir um Figueira pior do que o do final de 2016.

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