O campeão mundial de boxe invicto Oleksandr Usyk venceu o holandês Rico Verhoeven, maior nome da história do kickboxing, em uma superluta realizada nas Pirâmides de Gizé, em Cairo, no Egito.

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Durante o combate, no sábado (23), o boxeador ucraniano teve vitória por nocaute confirmada no 11º round, em uma decisão da arbitragem que gerou forte contestação do público..

O resultado garantiu a manutenção do cinturão mundial peso-pesado do Conselho Mundial de Boxe (WBC) para Usyk, que também preservou a invencibilidade na modalidade.

O multicampeão de kickboxing Verhoeven dominou o combate e esteve perto de vencer por pontos, mas sofreu um knockdown após receber um uppercut do ucraniano no penúltimo assalto. A pontuação ao vivo da transmissão dava vitória em todos os 10 rounds anteriores para Verhoeven.

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O holandês conseguiu se levantar antes do término da contagem, mas o árbitro decidiu encerrar o confronto logo após o sinal do gongo, após Usyk aplicar uma blitz nos segundos finais.

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A interrupção foi criticada nas redes sociais porque Verhoeven parecia inteiro e, no momento do encerramento, dois juízes apontavam empate e o terceiro dava a vitória para o holandês.

Essa foi apenas a segunda luta de boxe de Verhoeven na carreira. O holandês carrega 14 vitórias em lutas valendo título mundial de kickboxing, sendo o maior nome da história do Glory — maior evento da modalidade. Ele era invicto em todos os carteis profissionais até então.

O lutador Francis Ngannou, que viveu uma polêmica parecida contra Tyson Fury em 2023, também questionou o desfecho.

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— Forasteiros nunca vão vencer, acreditem, eu sei, mas Rico foi o vencedor hoje. Ponto — escreveu Ngannou em suas redes sociais.

Ex-campeão dos peso-pesados do UFC, Francis Ngannou enfrentou o também ex-campeão da divisão de mesmo peso, Tyson Fury. O consenso quase geral era de que então campeão mundial dos pesados no boxe ia ter facilidade contra o camaronês que vinha do MMA.

Em Riyad, na Arábia Saudita, Fury chegou a ir ao solo após um lindo golpe de Ngannou e teve muita dificuldade para vencer por decisão dividida (96-93, 94-95, 95-94).

*Sob supervisão de Marcos Jordão