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Empresária percebeu que estava falhando justamente onde acreditava ser o ponto forte

Empresária se propôs a inovar e gerar novas receitas com orientação e consultoria do Sebrae/SC

26/09/2019 - 13h21 - Atualizada em: 12/12/2019 - 14h35

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Loja Jean, em Santo Amaro da Imperatriz
Loja Jean, em Santo Amaro da Imperatriz
(Foto: )

Há vinte e três anos, o casal Angela Veloso e Jean Marcos Veloso decidiu empreender e iniciar o próprio negócio. Eles viram nas lojas de variedades, em alta no Brasil na década de 1990, o nicho ideal para entrar no mercado de varejo. Com produtos pelo preço único de R$ 1,99, abriram as portas da Loja Jean, em Santo Amaro da Imperatriz.

— A loja surgiu quando estourou no Brasil a febre das lojas de R$ 1,99, nisso fomos nos firmando, trazendo outras mercadorias, e quando não conseguimos mais manter esse valor, passamos a ampliar para outros setores — recorda Angela.

A empresária aprendeu rapidamente a atender às necessidades dos clientes e logo o casal virou a chave do negócio, transformando o empreendimento em uma loja de departamentos que comercializa itens variados, como utilidades domésticas, material escolar, eletrônicos, acessórios, decoração, brinquedos e ferramentas.

— Nossos clientes estão bastante satisfeitos conosco, a nossa loja acaba se tornando um lugar de lazer. Eles gostam de vir com a família e ficam à vontade, olhando com calma —conta.

No entanto, para enfrentarem as oscilações econômicas e se manterem competitivos, Angela e Jean reconheceram a necessidade de orientação em gestão. Foi assim que ingressaram no Programa Agentes Locais de Inovação (ALI), uma iniciativa do Sebrae/SC para fomentar o crescimento de pequenos negócios.

Crescimento visto de perto

Desde 2011, o programa ALI já atendeu a mais de cinco mil pequenos negócios em Santa Catarina e, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), promove a modernização de processos e o posicionamento de mercado, além da criação ou aperfeiçoamento de produtos e serviços.

O casal conheceu o projeto no início deste ano e já consegue perceber a diferença que a consultoria está gerando na loja.

— Quando se está há muito tempo no mercado, parece que se tem apenas a visão de empresário, de dentro para fora. O Sebrae/SC nos orienta a ter a visão do cliente, de fora pra dentro. Então a gente está sempre vendo o que o cliente está pensando e buscando dentro da nossa empresa. O programa veio pra desembaçar os nossos olhos. Tudo parece que fica um pouco mais prático quando a gente descobre um problema na visão do cliente, e aí fica se perguntando ‘poxa como é que eu não vi isso antes? — revela Angela.

A consultoria, oferecida para empresas por meio do Programa Agentes Locais de Inovação, é gratuita e o acompanhamento pode durar até oito meses. Todas as ações propostas pelos agentes são validadas por um consultor sênior, que também acompanha o projeto.

Um novo olhar sobre o empreendimento

Entre os objetivos propostos pelo ALI está a mudança de olhar sobre como está a gestão da empresa. Ou seja, a intenção é entender as dificuldades do empresário e fazer as correções necessárias para o negócio ganhar mercado. Isto significa fortalecimento das empresas, com o incentivo à inovação e crescimento em diversos âmbitos.

Com mais de duas décadas de existência, a Loja Jean percebeu que estava falhando justamente onde acreditava ser o ponto forte. A percepção só foi possível graças à consultoria.

— Descobrimos que a variedade do mesmo produto dentro do nosso comércio apenas atrapalha o cliente na compra. A gente sempre achou que trazer um modelo de caneca com 36 cores fosse uma vantagem e não é, porque o cliente acaba ficando indeciso e deixa de efetuar a compra. O que traz o cliente para a nossa loja é a variedade de segmentos e não de um mesmo produto — explica Angela.

Para Angela, a experiência com o Sebrae/SC pode ser considerada um divisor de águas para a empresa.

— Todo mundo deveria ter a oportunidade de ter uma parceria com eles. Essa orientação que eles nos dão é muito importante, é uma escola. Muitos empresários têm pensamentos de que por serem proprietários nunca mais vão precisar aprender, mas pra gente ser um bom empreendedor tem que ter a mentalidade sempre de aluno. Tem que estar disposto a aprender independentemente de quantos anos você já esteja no ramo — finaliza.

As empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões, interessadas em participar do Programa Agentes Locais de Inovação, podem acessar o site para se inscrever no programa.

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