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    Entenda o linfoma que afeta o ator Edson Celulari  

    Tumor no sistema linfático é incomum, mas tem boas chances de cura

    20/06/2016 - 12h50 - Atualizada em: 21/06/2016 - 03h30

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    Por Redação NSC
    Tumor diagnosticado em Edson Celulari é incomum, mas tem chances de cura
    Tumor diagnosticado em Edson Celulari é incomum, mas tem chances de cura
    (Foto: )

    O linfoma não Hodgkin, câncer no sistema linfático que afeta o ator Edson Celulari, é incomum, mas tem boas chances de cura. O tumor é do mesmo tipo que afetou o ator Reynaldo Gianecchini, a presidente afastada Dilma Rousseff e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

    Cerca de 10.240 pessoas serão diagnosticadas com esse tipo de linfoma no Brasil em 2016, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O Rio Grande do Sul é o Estado com maior incidência: 9,83 a cada 100 mil homens e 8,35 a cada 100 mil mulheres são afetados pela doença.

    — É um tipo incomum de tumor, mas há muitos pacientes diagnosticados em qualquer hospital. Pela faixa etária de Edson Celulari, eu diria que ele tem um subtipo com boas chances de cura — afirma Gilberto Schwartsmann, chefe do Serviço de Oncologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

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    Linfomas são cânceres das células do sistema imunológico que passam a se multiplicar de forma desordenada no corpo. Esse tipo de tumor pode se manifestar de diferentes formas e em qualquer lugar do organismo onde haja células linfáticas.

    Há duas classificações para esse tipo de câncer: Hodgkin e não Hodgkin. O primeiro tem chance de cura em torno de 90%, e o segundo grupo é mais complexo, com mais de 50 subtipos com manifestações clínicas, tanto agressivas quanto brandas.

    Segundo Claudia Astigarraga, coordenadora do Centro de Terapia Hematológica do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, o linfoma Hodgkin costuma atingir gânglios de maneira mais sequencial. Isto é, afetar primeiramente pescoço, seguido de tórax e do abdômen. No caso do linfoma não Hodgkin - tipo diagnosticado em Edson Celulari -, a distribuição não segue essa lógica, pois pode afetar qualquer região.

    — Ele aparece em qualquer lugar do corpo em que haja células de defesa circulando, incluindo o sistema nervoso central — explica a médica.

    O tratamento pode incluir sessões de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia ou transplante de medula. A maioria dos hospitais trata de pacientes com a enfermidade, uma vez que, apesar de ter uma incidência incomum, não é um tipo raro de tumor. Em casos mais graves, quando é necessário fazer transplante de medula, três hospitais são referência no Rio Grande do Sul: o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Moinhos de Vento.

    Entenda mais o tumor no sistema linfático:

    Sintomas

    Aumento dos linfonodos do pescoço, axilas ou virilha

    Sudorese noturna excessiva

    Febre

    Prurido (coceira na pele)

    Perda de peso inexplicada

    A lista pode incluir outros sintomas que dependem da localização do tumor. Se a doença ocorre na região do tórax, por exemplo, os sintomas podem ser de tosse, falta de ar e dor torácica.

    Diagnóstico

    São necessários vários tipos de exames para determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, reunindo informações úteis para a escolha do tratamento mais eficaz. Os métodos utilizados são:

    Biópsia, ou retirada e análise de uma pequena porção de tecido, em geral linfonodos

    Exames de imagem

    Estudos celulares, que incluem, entre outros, a análise de cromossomos. Novos testes, bastante promissores, surgem a partir de trabalhos com a análise do genoma.

    Fatores de risco

    Sistema imune comprometido - Pessoas com deficiência de imunidade, em conseqüência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes que tenham os vírus Epstein-Bar e HTLV1 e bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas) têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.

    Exposição química - Os linfomas estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar o risco de ocorrência.

    Exposição a altas doses de radiação

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