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    Estudo sugere aumento de síndromes neurológicas associadas ao zika

    Casos de Síndrome de Guillain-Barré e encefalite cresceram, conforme levantamento feito por hospital do Rio de Janeiro

    15/08/2017 - 09h20 - Atualizada em: 15/08/2017 - 09h25

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    Por Redação NSC
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    Um levantamento feito pelo Hospital Universitário Antonio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), identificou aumento na procura por atendimento de pacientes com problemas neurológicos associados ao zika vírus. Além das malformações provocadas em bebês, os pesquisadores detectaram crescimento no diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré e encefalite, conforme reportagem do jornal O Globo.

    A apuração, realizada entre 5 de dezembro de 2015 e 10 de maio de 2016, registrou 5,6 casos de Guillain-Barré por mês ante a média de um, no período anterior à epidemia. Já a encefalite (inflamação do cérebro) passou de 0,4 para 1,4 casos mensais. Esses resultados foram publicados na revista científica Jama Neurology.

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    No período de análise, os problemas neurológicos foram observados em 40 pacientes. Desses, 29 receberam diagnóstico de Guillain-Barré, dos quais 27 tiveram exames positivos para infecção anterior de zika. Cinco dos sete que tiveram encefalite também sinalizaram contaminação por zika.

    Embora traga indicativos importantes, os pesquisadores destacam que o estudo deve ser visto com ressalvas. Primeiro porque levou em conta apenas os casos atendidos em uma instituição e, segundo, porque o Antonio Pedro é referência no Rio de Janeiro para doenças neurológicas, o que justificaria a procura de pacientes pela casa de saúde.

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