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    Vida reciclada

    Ex-catador que recolheu 3 mil livros no lixão se prepara para concluir o doutorado na UFSC

    Dorival Filho passou mais de 15 anos no lixão em São Paulo e agora é doutorando em Linguística em Florianópolis 

    28/02/2016 - 13h42

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    Por Redação NSC
    Dody teve que disputar comida com urubus na época em que trabalhava no lixão
    Dody teve que disputar comida com urubus na época em que trabalhava no lixão
    (Foto: )

    "Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham existido" (Vidas Secas)

    A frase retirada do romance Vidas Secas, do escritor brasileiro Graciliano Ramos, resume bem a história de Dorival Gonçalves Santos Filho, 33 anos. Mas com um detalhe: as coisas ruins da vida dele existiram. Dorival passou mais de 15 anos tirando o sustento do que foi descartado pelos outros, no lixão. A reviravolta veio das páginas dos livros, recolhidos no ambiente de invisibilidade, como ele define. Foram mais de 3 mil obras, incluindo um de seus preferidos e com o qual se identifica, o Vidas Secas. Hoje, Dorival ou Dody, como é conhecido, cursa doutorado em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

    A primeira lembrança dele do lixão, que com um código próprio chamavam de garimpo, remete aos quatro anos. Quando acompanhado da mãe, das duas irmãs mais velhas e de uma mamadeira já remexia os entulhos em busca de ouro, como era chamado o cobre, ou prata, que era o alumínio.

    Confira toda a história do ex-catador de lixo em reportagem especial.

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