O novo regulamento técnico da F1 foi alvo de críticas após o primeiro Grande Prêmio da temporada 2026, nesse domingo (8), na Austrália. A organização avalia realizar mudanças nas regras logo após o primeiro GP.

Continua depois da publicidade

Veja fotos dos novos carros da F1

Segundo informações do ge, o principal ponto de críticas dos pilotos e equipes foi o gerenciamento de energia dos carros, que pode ter modificações depois do Grande Prêmio da China, marcado para o domingo (15). A federação está ciente das reclamações e concorda que o uso da energia não está no nível adequado.

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), disse que a entidade tem algumas “cartas na manga” para melhorar o cenário. No entanto, Tombazis ressaltou que a FIA tenta não tomar decisões precipitadas.

— A posição unânime das equipes foi de que deveríamos manter as regras atuais pelas primeiras corridas, e rever o assunto quando tivermos um pouco mais de dados. Temos algumas cartas na manga sobre isso, que não queremos introduzir depois da primeira corrida como uma reação instintiva, e vamos revisar com as equipes depois da China  — iniciou.

Depois da prova em Xangai, a Fórmula 1 terá uma semana de pausa e retorna no dia 29, com o GP do Japão. A FIA terá a possibilidade de testar as novas regras em uma pista mais amigável ao uso de bateria e, caso considere que mudanças são necessárias, pode anunciá-las já para a prova no Japão.

Continua depois da publicidade

Como funciona a nova parte elétrica dos motores com o novo regulamento da F1

A parte elétrica ganhou mais importância para a F1 2026 com o novo regulamento. Ela representa cerca de 50% da potência total do carro, com a outra parte reservada para o motor à combustão.

No entanto, o aumento de potência da parte elétrica fez com que os carros tenham muita dificuldade na recuperação de energia. Em geral, esta recuperação é feita usando diferentes mecanismos, mas essas técnicas não têm sido suficientes para a recarga.

Outro tema recorrente no fim de semana foi o superclipping, que nada mais é do que o término da bateria no meio de uma reta e a subsequente perda de potência.

O GP da Austrália teve 120 ultrapassagens, e muitas tiveram influência das baterias – caso da disputa pela ponta entre Russell e Leclerc.

Continua depois da publicidade

Ao usar o modo de ultrapassagem (que libera mais potência ao motor) ou o boost, os pilotos ganham velocidade suficiente para superar um rival na pista. Mas como a recuperação de energia está abaixo do ideal, quem está atrás com mais bateria consegue contra-atacar e recuperar a posição.

Diante disso, pilotos como o atual campeão Lando Norris e o tetracampeão Max Verstappen classificaram a corrida como “artificial”. O holandês e Charles Leclerc chegaram a comparar a prova ao jogo Mario Kart, onde os personagens podem usar poderes durante a corrida.

Outro efeito da nova unidade de potência está nas largadas. Durante os testes de pré-temporada, os pilotos demoraram muito a acelerar quando as luzes se apagaram, e a FIA teve que introduzir um novo procedimento, onde os competidores ganham cinco segundos extras para aumentar a rotação do motor.

A questão também gerou preocupações com um possível acidente grave. No início da prova, o argentino Franco Colapinto escapou por um triz de acertar a Racing Bulls de Liam Lawson, que teve problema para largar. Lando Norris vocalizou o temor pela segurança dos pilotos – não só na largada, mas considerando toda a corrida.

Continua depois da publicidade

*Sob supervisão de Marcos Jordão