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Inclusão social

Feira de empregos visa contratar pessoas com deficiência na Grande Florianópolis

Estado emprega menos de 32% do exigido por lei federal que obriga empresas com mais de 100 funcionários a preencher de 2% a 5% dos cargos com deficientes

01/09/2015 - 04h01

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Por Redação NSC

Cerca de 5 mil pessoas com algum tipo de deficiência estão empregadas em Santa Catarina. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego. Isso significa menos de 1% do total, que chega a 1.331.445 pessoas com alguma deficiência. A Lei Federal nº 8213/91 obriga as empresas com mais de 100 funcionários a preencherem de 2% a 5% dos cargos com profissionais deficientes ou beneficiários reabilitados no seu quadro de efetivos. O cumprimento integral da cota implicaria na contração de 17.533. pessoas. Um contraste de realidades. De um lado, oferta de mão de obra disponível. De outro, empresas que não obedecem a legislação.

A Grande Florianópolis é um exemplo do que ocorre no Estado. Os dados apontam para 2.017 contratações, de um total de 8.863 vagas de emprego que deveriam ser preenchidas. Portanto, mais de 6 mil vagas estão sem profissionais cotistas. Para ajudar a resolver o impasse, uma feira de empregos destinada às pessoas com deficiência foi programada para 26 de setembro. O evento será no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), na Avenida Mauro Ramos, das 9h até 17h, em Florianópolis.

Batizada de "Dia D", a ação é promovida pelo Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Santa Catarina (SRTE-SC). O objetivo é a inclusão no mercado de trabalho. Foram notificadas 40 empresas para participar. A expectativa é de que ano que vem o evento ocorra em outras regiões de Santa Catarina:

- Estamos recebendo manifestações para estender o evento em 2016. Tanto por parte de empresas como de pessoas com deficiência - explica Quézia de Araújo Duarte Nieves Gonzalez, procuradora do Trabalho .

Os dois lados, frente a frente

Pela primeira vez no Estado serão colocados frente a frente trabalhadores e empresas que atuam nos municípios de São José, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz e Governador Celso Ramos e que não estão de acordo com a legislação. A ideia é mesmo de um grande feirão. Estandes serão montados para o contato direto entre entidades, candidatos às vagas de trabalho e empregadores. Os profissionais poderão consultar a disponibilidade de vagas e os empresários receberão os currículos. No local também será feita a emissão de Carteira de Identidade pelo IGP e Carteira de Trabalho pelo MTE, além de cadastro eleitoral biométrico.

A campanha está nas ruas. Desde 26 de julho, 40 ônibus da Grande Florianópolis circulam com anúncios publicitários sobre o tema. O objetivo é despertar o interesse e a consciência da inclusão no mercado de trabalho.

Em Florianópolis, o Consócio Fênix e as empresas de ônibus do transporte público da Grande Florianópolis assumiram o compromisso de oferecer, no Dia D, maior número possível de veículos com acessibilidade integral (com elevadores).

Empresa livre de preconceitos

Com boa vontade e sem preconceitos, setores mais simples da economia não encontram muitas dificuldades para preencher vagas de pessoas com deficiências. Situação diferente da de segmentos relativamente novos, como empresas que atuam com Tecnologia de Informação. Na área da chamada TI existe defasagem de profissionais qualificados. Para suprir a demanda, a Softplan, uma das maiores empresas se software de Santa Catarina, criou o Programa de Inclusão e Capacitação de PCD. Com 1,5 mil colaboradores e há 25 anos no mercado, a empresa atua no desenvolvimento de softwares de gestão empresarial e gestão pública no Brasil e no exterior.

Quatro analistas de testes com deficiência visual integram o time. Eles avaliam e reportam erros presentes em um software, reduzindo falhas e garantindo a acessibilidade dos usuários. Um privilégio pela oportunidade de fazer parte do projeto. É o que diz o animado Igor Nunes da Silveira, 24 anos:

- Nosso trabalho não é só fazer testes. A gente se coloca no lugar do usuário e evita futuros erros. Entendo isso como uma troca de sentimentos - conta.

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