O Flamengo publicou, neste sábado (4), uma nota oficial para repudiar com absoluta indignação os atos de racismo que o atacante Bruno Henrique vem sofrendo desde o amistoso contra o River Plate, da Argentina.
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De acordo com o comunicado do clube carioca, os crimes de discriminação partiram de integrantes da torcida adversária logo após o gol marcado pelo atleta na partida realizada nessa sexta-feira (4), no Estádio Algarve, em Portugal.
O lance que deu início à reação hostil dos argentinos aconteceu aos 32 minutos da primeira etapa. Bruno Henrique recebeu um passe de Samuel Lino pelo setor esquerdo, driblou o defensor Riveiro deixando-o no chão e finalizou cruzado para anotar um golaço.
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Na comemoração, o atacante exibiu para as arquibancadas rivais a tatuagem da taça da Conmebol Libertadores de 2019 que possui gravada em suas costas, em alusão ao título conquistado justamente sobre a equipe de Buenos Aires.
A partir daquele momento, o camisa 27 passou a ser alvo de insultos preconceituosos de forma presencial no estádio europeu.
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Após o apito final do confronto, os ataques criminosos ganharam escala e se intensificaram nos perfis oficiais do atleta nas redes sociais, que foram inundados por mensagens de cunho estritamente racista.
Em posicionamento público, a diretoria do Flamengo manifestou total solidariedade e apoio a Bruno Henrique, reforçando seu status como um dos maiores ídolos da história recente da instituição e ressaltando que não existe espaço para tolerar comportamentos preconceituosos.
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O enfrentamento direto à discriminação racial faz parte das diretrizes internas e do próprio Estatuto Social do clube de regatas. Em 2025, o clube ampliou de forma rigorosa as punições e sanções administrativas para qualquer prática ou incentivo à discriminação.
O clube carioca mantém uma agenda constante de letramento racial e campanhas educativas integradas, focadas especialmente na formação de atletas das categorias de base.
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A nota oficial conclui reforçando que o racismo configura crime e não pode ser naturalizado de nenhuma forma. A diretoria conclama que as vítimas e testemunhas busquem o amparo legal para registrar denúncias junto às autoridades competentes.
No território brasileiro, as denúncias podem ser feitas por meio do Disque 100 e das delegacias de polícia.
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*Sob supervisão de Marcos Jordão












































