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João Rodrigues é preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira

Segundo a Polícia Federal, a ação foi possível porque o parlamentar foi incluído na difusão vermelha do banco de dados da Interpol

08/02/2018 - 04h38 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h22

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Por Redação NSC
Deputado federal teve prisão imediata decretada em julgamento na 1ª Turma do STF
Deputado federal teve prisão imediata decretada em julgamento na 1ª Turma do STF
(Foto: )

O deputado federal João Rodrigues foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira. Após ser abordado na noite de quarta por agentes policiais no aeroporto de Assunção, no Paraguai, ele foi encaminhado para o aeroporto de Guarulhos, onde teve o mandado de prisão cumprido assim que desceu do avião. O deputado passou os últimos dias em férias com a família em Orlando, nos Estados Unidos.

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Segundo a Polícia Federal, a ação foi possível porque o parlamentar foi incluído no alerta vermelho do banco de dados da Interpol. A autorização foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes para evitar a prescrição da execução da pena, prevista para a próxima segunda-feira segundo a PF. O pedido foi realizado após os agentes identificarem que João Rodrigues alterou o destino final do voo do Brasil para o Paraguai.

O parlamentar foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto por fraude e dispensa de licitação, referente ao período em que assumiu por 30 dias a prefeitura de Pinhalzinho, no Oeste do Estado. A decisão foi tomada em 2009 pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4). Como o processo está próxima de prescrever, a primeira turma do Superior Tribunal Federal (STF) determinou na última terça-feira a execução imediata da pena.

Após a prisão, a assessoria de João Rodrigues encaminhou uma nota oficial. Leia abaixo na íntegra.

Deputado federal João Rodrigues (PSD) embarcou em Orlando (EUA) na manhã desta quarta-feira (7) com destino a Assunção (Paraguai), de onde faria o trajeto até Chapecó de carro para que na sexta-feira (9) onde se apresentaria à Polícia Federal, como tinha antecipado aos meios de comunicação. Chegando ao Paraguai, no aeroporto, foi abordado por policiais federais, automaticamente feito o comunicado, se entregou. Está indo na manhã desta quinta (8) a São Paulo e depois Brasília, aonde acompanhado de seu advogado, vai cumprir o que determina a Lei.

Voltou a dizer que acredita na Justiça e que seus advogados vão reverter essa situação. Primeira na discussão da prescrição do processo e segundo, com todos os argumentos possíveis, em mais um recurso, para reverter processo que determina a prisão não é transitado e julgado. O deputado afirma que se sente magoado em razão de uma condenação extremamente injusta, mas ao mesmo tempo está aliviado. “Há 20 anos sofro com esse processo. Esperava que o desfecho fosse outro, mas infelizmente por razões que não entendo, vou cumprir a pena, aguardando uma modificação nesta determinação judicial”.

Gravação após abordagem da PF

Após ser abordado pelos policiais no Paraguai, o parlamentar gravou um vídeo para explicar o caso. Ele justifica que escolheu voltar pelo Paraguai para evitar a imprensa, o que poderia causar constrangimento para sua família.

— Chegando aqui (em Assunção), a Polícia Federal, cumprindo o seu papel, já me abordou tão logo desci do voo e automaticamente já conversamos e já encaminhamos o que é necessário ser encaminhado — explicou em vídeo o deputado, que finaliza dizendo que "a justiça é para todos, então precisa ser cumprida".

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