Do futsal em São Paulo e Santa Catarina, passando pelo futebol 7 do Figueirense, até chegar a modalidade de campo na Arábia Saudita e participar da apresentação de Cristiano Ronaldo em uma experiência relatada como “extremamente incrível e única”. Marina Höher, meio-campo do Al-Nassr, clube que contratou CR7, esteve no gramado com o craque na chegada do jogador no estádio Mrsool Park (Estádio Universitário Rei Saud).

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Marina é natural de Florianópolis, está no clube árabe desde o final de 2022 e, assim como as colegas, teve o convite do Al-Nassr para participar do evento que foi a chegada do cinco vezes melhor do mundo ao futebol do país.

— Tivemos a oportunidade de ficar dentro do campo com ele e bater fotos. Ficamos em fila na entrada dele no campo. Foi um momento extremamente incrível e único. Nunca imaginava viver isso — falou a jogadora.

A catarinense participou da apresentação de CR7. (Foto: Divulgação)

Cristiano chegou ao Al-Nassr como o mais bem pago jogador do mundo, com salário de U$ 200 milhões por ano, cerca de R$ 1,07 bilhão, e com o objetivo de revolucionar e trazer mais fãs para o futebol do país.

Quem também foi contratada para ajudar na evolução do futebol na Arábia foi Marina. Mas antes de jogar fora do país, a meio-campo passou por times de futsal em Santa Catarina e São Paulo, retornou a SC em 2011, conheceu o futebol 7 e jogou pelo Figueirense, posteriormente, no Flamengo, e chegou a ser a melhor do mundo em 2018.

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— Nesse decorrer dos anos, me aventurei no futebol de campo, mas não era muito valorizado e a demanda de competições era muito baixa. Joguei no Figueirense de 2017 até 2021. Fui eleita com o gol mais bonito em 2017 pela FIF7, melhor do mundo 2018, e melhor jogadora do mundial de clubes em 2019. Em 2022 iniciei no Flamengo, e no final do ano assinei contrato com o Al-Nassr de campo — comentou Marina.

Marina joga no Al-Nassr desde o final de 2022. (Foto: Divulgação)

A mudança de país e modalidade dentro do futebol é recente para Marina, assim como a prática do futebol na Arábia Saudita entre as mulheres é relativamente nova. Até 2018 as mulheres não podiam entrar em estádios e a prática começou logo depois, e o primeiro campeonato começou apenas em novembro de 2021.

— O nível do futebol feminino ainda é muito baixo na Arábia, o esporte foi realmente começado a praticar pelas mulheres em 2019, por conta da religião e leis no país. Vim com o objetivo de aumentar o nível do futebol e também passar um pouco da minha experiência de vida para as minhas colegas. Futebol é incrível, mas o extra campo é muito mais importante. Acredito que o futebol salva e ensina a vida para as pessoas, e meu legado aqui é esse — avaliou.

Marina no estádio Mrsool Park (Estádio Universitário Rei Saud). (Foto: Divulgação).

Entre os costumes no país, conhecido pelas leis rígidas, principalmente com as mulheres, no futebol feminino também é preciso seguir algumas regras.

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— Há três anos, não podíamos usar camiseta mostrando os braços, hoje já podemos fazer isso. Acredito que com o tempo, a cultura, religião e costumes vão acabar sendo de preferência de cada pessoa. O futebol aqui ainda é muito recente, a cultura é muito diferente, mas estou gostando e aprendendo a respeitar cada detalhe. Jogar de calça é uma regra, faz parte da cultura deles. Também não podemos cumprimentar os homens com o gesto de tocar na mão. Somente mulheres com mulheres — concluiu.

Atualmente, o Al-Nassr feminino disputa a Premier League Women, onde lidera a competição e restam quatro rodadas para o final da competição.

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